quinta-feira, 9 de junho de 2011

Domingo de Pentecostes Jo 20, 19 - 23

TEXTO BÍBLICO:

Jesus aparece aos discípulos Mateus 28.16-20; Marcos 16.14-18; Lucas 24.36-49

19 Naquele mesmo domingo, à tarde, os discípulos de Jesus estavam reunidos de portas trancadas, com medo dos líderes judeus. Então Jesus chegou, ficou no meio deles e disse:

— Que a paz esteja com vocês!

20 Em seguida lhes mostrou as suas mãos e o seu lado. E eles ficaram muito alegres ao verem o Senhor. 21 Então Jesus disse de novo:

— Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.

22 Depois soprou sobre eles e disse:

— Recebam o Espírito Santo. 23 Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não são perdoados

NOVA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE

1 - LEITURA

O que diz o texto?

Pistas para a leitura

Olá, Lectionautas!

Hoje João nos oferece um evangelho muito marcado por sinais que nos fazem compreender melhor a riqueza deste texto. A aparição do Ressuscitado que doa o Espírito, acontece ao “anoitecer do domingo”: no marco de una renovação de todas as coisas, de uma nova criação, o Espírito é doado ao grupo de homens “chamados discípulos do Senhor” que agora simbolizam a nova humanidade dos que creem.

João situa as aparições do Senhor Ressuscitado narradas no capítulo 20, do qual a Igreja nos propõe uns versículos, com os detalhes do tempo e lugar em que se realizam. Tendo presente seu estilo habitual, sabemos que todas estas indicações têm um sentido preciso, são elas também “sinais” como o mencionávamos anteriormente, com um valor teológico profundo. Cristo Ressuscitado, numa belíssima antecipação do acontecimento de Pentecostes, sopra sobre o colégio apostólico, tornando-os cheios do Espírito Santo.

Para iniciar o estudo deste evangelho nas palavras de João, queridos lectionautas, devemos saber que este texto está inserido num contexto de glória pela ressurreição do Senhor, ainda que os discípulos não o entendiam muito claramente e, pelo contrário, estavam confusos e cheios de temor, por isso, João começa esclarecendo que os discípulos estavam reunidos de portas trancadas, escondiam-se por medo dos judeus; em poucas palavras, eles temiam sofrer a mesma sorte de Jesus.

Cristo, já ressuscitado, deixou a barreira da morte em pedaços, e, agora, já não terá nenhum obstáculo para que Ele se manifeste.

Jesus se apresenta em meio a eles e lhes dá algo do qual eles necessitavam e é o Espírito Santo que traz consigo a paz. Obviamente, depois de todo o acontecido, os discípulos estavam cheios de incerteza e tristeza. Da mesma forma, Jesus conhecendo seus medos e os sentimentos de tristeza perante sua morte, mostra-lhes suas mãos com a marca de seus cravos e também seu lado transpassado. É nesse momento onde se dá o grande acontecimento do reencontro do Mestre com seus discípulos depois de sua morte. Volta para eles a alegria de saber que tudo não tinha terminado com a morte do Senhor naquela sexta trágica de seu cruel assassinato.

Aprofundando ainda mais os acontecimentos desta noite de domingo ou em outras traduções “esta tarde”, damo-nos conta de que o objetivo de Jesus não era somente que o vissem ressuscitado e que se dessem conta de que Nele havia-se cumprido as Escrituras, mas que Ele traz consigo várias coisas a mais para se levar em conta:

Primeiro, faz-lhes saber que assim como seu Pai O enviou para proclamar a Boa Nova, sua missão de certo modo tinha concluído como Filho de Deus feito Homem. Sem dúvida, continuaria na humanidade daqueles que entregariam sua vida por causa do Evangelho. Chega o momento em que eles vão pelo mundo para a anunciar a Boa Nova, o que entenderão mais claramente na noite santa de Pentecostes, onde as línguas de fogo não só se acenderão sobre suas cabeças, mas também em seus corações, tornando-os conscientes pelo Espírito Santo de sua missão como discípulos do Senhor. Por sua vez, Jesus lhes torna representantes de uma responsabilidade verdadeiramente grande… dá-lhes o poder de perdoar os pecados e de retê-los ao mesmo tempo.

Para concluir, podemos resgatar os seguintes componentes, como em todas as aparições ambientadas em Jerusalém. Três são os elementos estruturais: a iniciativa de Jesus «Que a paz esteja com vocês!»;o reconhecimento na fé pascal: “lhes mostrou as suas mãos e o seu lado”; a missão: “o Espírito Santo para a remissão dos pecados”. O símbolo central é o exalar o sopro de Jesus sobre os discípulos, um gesto evocador do ato primordial criativo de Deus.

A saber:

Neste dia celebramos um dos acontecimentos mais belos para a Igreja: “PENTECOSTES” A palavra Pentecostes vem do grego e significa o dia quinquagésimo. Há 50 dias da Páscoa, os judeus celebravam a festa das sete semanas, esta festa num princípio foi agrícola, porém se converteu depois em recordação da Aliança do Sinai.

Cinquenta dias depois da Páscoa, Pentecostes é o descobrimento da presença sacramental de Cristo através do Espírito Santo em sua Igreja.

Poderíamos aprofundar de maneira especial nas leituras do dia. Para entender um pouco mais tudo o que diz respeito à ação do Espírito Santo em Pentecostes: Atos 2, 1-11; 1 Coríntios 12,3-7.12-13.

Outros textos bíblicos para confrontar: Mc 16,9; Mt 28,10; Mc 16,2; Lc 24,1; Jo 20,1.

Para prosseguir aprofundando estes temas, consultar na Bíblia de Estudos, Deus fala hoje, a voz: Espírito Santo

Perguntas para a leitura

  • Qual dia e em que tempo se apresentou Jesus a seus discípulos?

  • Por que os discípulos estavam reunidos de portas trancadas?

  • Qual era a maior preocupação dos discípulos nesse momento de medo e tribulação?

  • Qual foi a saudação que Ele dirigiu aos discípulos?

  • Que atitude assumem eles na primeira saudação de Jesus?

  • Como reagem os discípulos ao ver as mãos de Jesus e o seu lado?

  • O que veio lhes dizer o Senhor nesta aparição depois de soprar neles o Espírito Santo?

  • Qual é o poder que conferiu o Pai a Jesus e o transmite a seus discípulos?

2 - MEDITAÇÃO

O que me diz? O que nos diz?

Perguntas para a meditação

Diante deste texto tão importante, devo me perguntar:

  • Para mim como lectionauta, o que me dá medo e me faz fechar-me em mim mesmo?

  • Quantas vezes, por não pedir, nem abrir-me à ação do Espírito Santo, não entendi o plano de Deus na minha vida?

  • Em meus trabalhos pastorais como agente ativo da Igreja, deixo-me guiar pelas motivações do Espírito Santo?

  • Sou dos que não me confesso porque penso que o perdão dos pecados é só uma invenção dos seres humanos e não aceito que é um poder dado pelo mesmo Jesus a seus discípulos?

  • Nossa compreensão da vontade de Deus, passa sob a ação do Espírito? Prescindimos dele para "acomodar a vontade de Deus a nossa comodidade e conveniência"?

  • Até onde deixamos que atue em nós e em nossos planos o Espírito Santo?

  • Transformamos profundamente nossa vida e relações com Deus e os irmãos, ou situamos o Espírito Santo ao mero nível de manifestações espetaculares em nosso proveito e emoção?

3 - ORAÇÃO

O que lhe digo? O que lhe dizemos?

De ti renascemos hoje: ¡oh Espírito! Fonte de vida e verdade, filhos da carne e do sangue fomos feitos pela tua graça em verdade, filhos de Deus. Ilumina agora nossos corações: para que entremos na nova aliança com um desejo ardente de amar, esperar e acreditar o que Cristo nos manda, que nós como lectionautas sejamos sempre dóceis a tua ação em nossas vidas, para que assim sejamos sempre fiéis ao caminho que Jesus nos propõe e árduos cumpridores da vontade de Deus; que por onde andemos, sejamos estandarte da imagem de Deus através de teus dons e que como nossa mãe, a Virgem Maria sempre cheia de ti Espírito Santo, sejamos nós dignos portadores de tua sabedoria infinita. Amém.

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Todos nós devemos estar cheios de alegria e prazer, pois devemos estar seguros que este Espírito Santo que se doou aos discípulos naquela tarde por Jesus Ressuscitado, é o mesmo Espírito Santo que Deus nos presenteia hoje em dia a cada um de nós como membros da Igreja e filhos seus. No perdão dos pecados está o sinal da presença do Espírito em meio a nós, e está o início de uma nova criação que dá origem a uma humanidade justa e redimida. No silêncio te convidamos a que você medite e repita interiormente as palavras do Mestre que depois de dar sua saudação de paz e seu Espírito Santo nos envia a proclamá-lo com viva voz…

«Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.»

Sou teu enviado Senhor, envia-me onde queiras que anuncie tua Boa Nova!!!

5 – AÇÃO

Com que me comprometo? Com quem nos comprometemos?

Propostas pessoais

  • Aprofundar nossa compreensão do papel do Espírito Santo na vida cristã.

  • Aprofundar nossa identidade de nascidos do Espírito no batismo e suas implicações para cada dia de nossa vida.

Propostas comunitárias

  • Como comunidade nos propomos a estender especialmente em nossos ambientes de violência, o fruto espiritual do perdão e da paz.

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