quarta-feira, 29 de junho de 2011

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI NA SOLENIDADE DOS SANTOS PEDRO E PAULO E PELOS SEUS 60 ANOS DE MINISTÉRIO SACERDOTAL

Basílica Vaticana
Terça-feira
, 29 de Junho de 2011

Amados irmãos e irmãs!

«Non iam servos, sed amicos» - «Já não vos chamo servos, mas amigos» (cf. Jo 15, 15). Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco débil já mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimónia da Ordenação. Segundo o ordenamento litúrgico daquele tempo, esta proclamação significava então a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados. «Já não sois servos, mas amigos»: eu sabia e sentia que esta não era, naquele momento, apenas uma frase «de cerimónia»; e que era mais do que uma mera citação da Sagrada Escritura. Estava certo disto: neste momento, Ele mesmo, o Senhor, di-la a mim de modo muito pessoal. No Baptismo e na Confirmação, Ele já nos atraíra a Si, acolhera-nos na família de Deus. Mas o que estava a acontecer naquele momento, ainda era algo mais. Ele chama-me amigo. Acolhe-me no círculo daqueles que receberam a sua palavra no Cenáculo; no círculo daqueles que Ele conhece de um modo muito particular e que chegam assim a conhecê-Lo de modo particular. Concede-me a faculdade, que quase amedronta, de fazer aquilo que só Ele, o Filho de Deus, pode legitimamente dizer e fazer: Eu te perdoo os teus pecados. Ele quer que eu – por seu mandato – possa pronunciar com o seu «Eu» uma palavra que não é meramente palavra mas acção que produz uma mudança no mais íntimo do ser. Sei que, por detrás de tais palavras, está a sua Paixão por nossa causa e em nosso favor. Sei que o perdão tem o seu preço: na sua Paixão, Ele desceu até ao fundo tenebroso e sórdido do nosso pecado. Desceu até à noite da nossa culpa, e só assim esta pode ser transformada. E, através do mandato de perdoar, Ele permite-me lançar um olhar ao abismo do homem e à grandeza do seu padecer por nós, homens, que me deixa intuir a grandeza do seu amor. Diz-me Ele em confidência: «Já não és servo, mas amigo». Ele confia-me as palavras da Consagração na Eucaristia. Ele considera-me capaz de anunciar a sua Palavra, de explicá-la rectamente e de a levar aos homens de hoje. Ele entrega-Se a mim. «Já não sois servos, mas amigos»: trata-se de uma afirmação que gera uma grande alegria interior mas ao mesmo tempo, na sua grandeza, pode fazer-nos sentir ao longo dos decénios calafrios com todas as experiências da própria fraqueza e da sua bondade inexaurível.

«Já não sois servos, mas amigos»: nesta frase está encerrado o programa inteiro duma vida sacerdotal. O que é verdadeiramente a amizade? Idem velle, idem nolle – querer as mesmas coisas e não querer as mesmas coisas: diziam os antigos. A amizade é uma comunhão do pensar e do querer. O Senhor não se cansa de nos dizer a mesma coisa: «Conheço os meus e os meus conhecem-Me» (cf. Jo 10, 14). O Pastor chama os seus pelo nome (cf. Jo 10, 3). Ele conhece-me por nome. Não sou um ser anónimo qualquer, na infinidade do universo. Conhece-me de modo muito pessoal. E eu? Conheço-O a Ele? A amizade que Ele me dedica pode apenas traduzir-se em que também eu O procure conhecer cada vez melhor; que eu, na Escritura, nos Sacramentos, no encontro da oração, na comunhão dos Santos, nas pessoas que se aproximam de mim mandadas por Ele, procure conhecer sempre mais a Ele próprio. A amizade não é apenas conhecimento; é sobretudo comunhão do querer. Significa que a minha vontade cresce rumo ao «sim» da adesão à d’Ele. De facto, a sua vontade não é uma vontade externa e alheia a mim mesmo, à qual mais ou menos voluntariamente me submeto ou então nem sequer me submeto. Não! Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha, e é precisamente assim que me torno de verdade eu mesmo. Além da comunhão de pensamento e de vontade, o Senhor menciona um terceiro e novo elemento: Ele dá a sua vida por nós (cf. Jo 15, 13; 10, 15). Senhor, ajudai-me a conhecer-Vos cada vez melhor! Ajudai-me a identificar-me cada vez mais com a vossa vontade! Ajudai-me a viver a minha existência, não para mim mesmo, mas a vivê-la juntamente convoco para os outros! Ajudai-me a tornar-me sempre mais vosso amigo!

Esta palavra de Jesus sobre a amizade situa-se no contexto do discurso sobre a videira. O Senhor relaciona a imagem da videira com uma tarefa dada aos discípulos: «Eu vos destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça» (Jo 15, 16). A primeira tarefa dada aos discípulos, aos amigos, é pôr-se a caminho – destinei, para que vades –,  sair de si mesmos e ir ao encontro dos outros. A par desta, podemos ouvir também a frase que o Ressuscitado dirige aos seus e que aparece na conclusão do Evangelho de Mateus: «Ide fazer discípulos de todas as nações…» (cf. Mt 28, 19). O Senhor exorta-nos a superar as fronteiras do ambiente onde vivemos e levar ao mundo dos outros o Evangelho, para que permeie tudo e, assim, o mundo se abra ao Reino de Deus. Isto pode trazer-nos à memória que o próprio Deus saiu de Si, abandonou a sua glória, para vir à nossa procura e trazer-nos a sua luz e o seu amor. Queremos seguir Deus que Se põe a caminho, vencendo a preguiça de permanecer cómodos em nós mesmos, para que Ele mesmo possa entrar no mundo.

Depois da palavra sobre o pôr-se a caminho, Jesus continua: dai fruto, um fruto que permaneça! Que fruto espera Ele de nós? Qual é o fruto que permanece? Sabemos que o fruto da videira são as uvas, com as quais depois se prepara o vinho. Por agora detenhamo-nos sobre esta imagem. Para que as uvas possam amadurecer e tornar-se boas, é preciso o sol mas também a chuva, o dia e a noite. Para que dêem um vinho de qualidade, precisam de ser pisadas, há que aguardar com paciência a fermentação, tem-se de seguir com cuidadosa atenção os processos de maturação. Características do vinho de qualidade são não só a suavidade, mas também a riqueza das tonalidades, o variegado aroma que se desenvolveu nos processos da maturação e da fermentação. E por acaso não constitui já tudo isto uma imagem da vida humana e, de modo muito particular, da nossa vida de sacerdotes? Precisamos do sol e da chuva, da serenidade e da dificuldade, das fases de purificação e de prova mas também dos tempos de caminho radioso com o Evangelho. Num olhar de retrospectiva, podemos agradecer a Deus por ambas as coisas: pelas dificuldades e pelas alegrias, pela horas escuras e pelas horas felizes. Em ambas reconhecemos a presença contínua do seu amor, que incessantemente nos conduz e sustenta.

Agora, porém, devemos interrogar-nos: de que género é o fruto que o Senhor espera de nós? O vinho é imagem do amor: este é o verdadeiro fruto que permanece, aquele que Deus quer de nós. Mas não esqueçamos que, no Antigo Testamento, o vinho que se espera das uvas boas é sobretudo imagem da justiça, que se desenvolve numa vida segundo a lei de Deus. E não digamos que esta é uma visão veterotestamentária, já superada. Não! Isto permanece sempre verdadeiro. O autêntico conteúdo da Lei, a sua summa, é o amor a Deus e ao próximo. Este duplo amor, porém, não é qualquer coisa simplesmente doce; traz consigo o peso da paciência, da humildade, da maturação na educação e assimilação da nossa vontade à vontade de Deus, à vontade de Jesus Cristo, o Amigo. Só deste modo, tornando verdadeiro e recto todo o nosso ser, é que o amor se torna também verdadeiro, só assim é um fruto maduro. A sua exigência intrínseca, ou seja, a fidelidade a Cristo e à sua Igreja, requer sempre que se realize também no sofrimento. É precisamente assim que cresce a verdadeira alegria. No fundo, a essência do amor, do verdadeiro fruto, corresponde à palavra relativa ao pôr-se a caminho, ao ir: amor significa abandonar-se, dar-se; leva consigo o sinal da cruz. Neste contexto, disse uma vez Gregório Magno: Se tendeis para Deus, tende cuidado que não O alcanceis sozinhos (cf. H Ev1, 6, 6: PL 76, 1097s). Trata-se de uma advertência que nós, sacerdotes, devemos ter intimamente presente cada dia.

Queridos amigos, talvez me tenha demorado demasiado com a recordação interior dos sessenta anos do meu ministério sacerdotal. Agora é tempo de pensar àquilo que é próprio deste momento.

Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, antes de mais nada dirijo a minha mais cordial saudação ao Patriarca Ecuménico Bartolomeu I e à Delegação por ele enviada, cuja aprazível visita na ocasião feliz da festa dos Santos Apóstolos Padroeiros de Roma, vivamente agradeço. Saúdo também os Senhores Cardeais, os Irmãos no Episcopado, os Senhores Embaixadores e as autoridades civis, como também os sacerdotes, os colegas da minha Missa Nova, os religiosos e os fiéis leigos. A todos agradeço a presença e a oração.

Aos Arcebispos Metropolitanos nomeados depois da última festa dos grandes Apóstolos, será agora imposto o pálio. Este, que significa? Pode recordar-nos em primeiro lugar o jugo suave de Cristo que nos é colocado aos ombros (cf. Mt 11, 29-30). O jugo de Cristo coincide com a sua amizade. É um jugo de amizade e, consequentemente, um «jugo suave», mas por isso mesmo também um jugo que exige e plasma. É o jugo da sua vontade, que é uma vontade de verdade e de amor. Assim, para nós, é sobretudo o jugo de introduzir outros na amizade com Cristo e de estar à disposição dos outros, de cuidarmos deles como Pastores. E assim chegamos a um novo significado do pálio: este é tecido com a lã de cordeiros, que são benzidos na festa de Santa Inês. Deste modo recorda-nos o Pastor que Se tornou, Ele mesmo, Cordeiro por nosso amor. Recorda-nos Cristo que Se pôs a caminho pelos montes e descampados, aonde o seu cordeiro – a humanidade – se extraviara. Recorda-nos como Ele pôs o cordeiro, ou seja, a humanidade – a mim – aos seus ombros, para me trazer de regresso a casa. E assim nos recorda que, como Pastores ao seu serviço, devemos também nós carregar os outros, pô-los por assim dizer aos nossos ombros e levá-los a Cristo. Recorda-nos que podemos ser Pastores do seu rebanho, que continua sempre a ser d’Ele e não se torna nosso. Por fim, o pálio significa também, de modo muito concreto, a comunhão dos Pastores da Igreja com Pedro e com os seus sucessores: significa que devemos ser Pastores para a unidade e na unidade, e que só na unidade, de que Pedro é símbolo, guiamos verdadeiramente para Cristo.

Sessenta anos de ministério sacerdotal! Queridos amigos, talvez me tenha demorado demais nos pormenores. Mas, nesta hora, senti-me impelido a olhar para aquilo que caracterizou estes decénios. Senti-me impelido a dizer-vos – a todos os presbíteros e Bispos, mas também aos fiéis da Igreja – uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o facto que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam. E, subjacente a tudo isto, a oração para que um dia o Senhor na sua bondade nos acolha e faça contemplar a sua glória. Amém.

FONTE: www.vatican.va

sábado, 25 de junho de 2011

13 DOMINGO COMUM A - Mt 10,37-42

“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10,37). Jesus pede aos discípulos um amor tão radical que ultrapassa aquele pelos familiares. Só quem tem este amor é “digno” do Senhor. Por três vezes em poucas linhas ele chama a atenção: “não é digno de mim”; uma insistência que contrasta com as palavras do centurião que recordamos em toda celebração eucarística: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada”. Com efeito, quem pode se dizer digno de acolher o Senhor? Basta um olhar realístico à vida de cada um de nós para nos darmos conta da nossa mesquinhez e do nosso pecado.

Ser discípulo de Jesus não é nem fácil nem é consequência do nosso nascimento ou de tradição. Se é cristão somente por escolha, não por nascimento. E o Evangelho nos diz qual é a grandeza de tal escolha. Os discípulos de Jesus são aqueles que partilham sem reservas a sua pessoa e o seu destino, até identificar-se com ele. Neste sentido, o discípulo encontra a si mesmo encontrando Jesus.

É este o sentido das palavras que seguem: “Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la”. É uma das frases de Jesus que mais ênfase recebeu pela tradição oral de forma que a encontramos seis vezes nos Evangelhos. Obviamente, a primeira comunidade cristã tinha compreendido a importância e o processo realizado antes de tudo no próprio Jesus. Ele “reencontrou” a sua vida (na ressurreição) "perdendo-a" (ou seja, gastando-a até a morte) pelo anúncio do Evangelho. É exatamente o oposto da concepção normal das pessoas que acreditam de serem felizes quando seguram para si a própria vida, o próprio tempo, as próprias riquezas, os próprios interesses; mas sabemos os danos que produz o sentimento de conservação de si mesmo e dos próprios interesses a qualquer custo. O discípulo, pelo contrário, encontra a sua felicidade no gastar a própria vida pelo Senhor e pelos pobres, na renúncia a conservar a si mesmo para dar-se todo ao Senhor. “Há mais alegria no dar do que no receber”, dizia Paulo aos anciãos da Igreja de Éfeso, citando um ditado de Jesus desconhecido aos Evangelhos (At 20, 35).

O “manual” dos discípulos em missão – assim podemos definir o capítulo décimo de Mateus – é encerrado pelo evangelista com algumas notas sobre a acolhida a eles reservada. É natural que o enviado espere ser acolhido por aqueles aos quais foi enviado. Jesus mesmo deseja e sublinha a razão de fundo: “Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”. Neste versículo se condensa o porque da dignidade do discípulo: a total dependência do Senhor, a ponto de a sua presença significar aquela do próprio Jesus. É óbvio que se trata de acolher o discípulo como “profeta”, ou seja como aquele que leva o Evangelho, que não anuncia a própria palavra mas a Palavra de Deus. E a recepção da Palavra é a recompensa que o Senhor promete àqueles que acolhem os seus discípulos. Estes últimos são chamados “pequenos” por Jesus: o discípulo, de fato, não possui nem ouro nem prata, não tem bolsa e nem mesmo duas túnicas, e deve caminhar sem levar nem sandálias nem bastão (Mt 10,9-10). A única riqueza que tem é o Evangelho, diante do qual ele é pequeno e totalmente dependente. Esta riqueza devemos acolher; esta riqueza devemos transmitir.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

CORPUS CHRISTI - DEUS NAS RUAS

Neste vídeo, o ostensório que é utilizado para levar o Santíssimo Sacramento é um dos seis que foram abençoados pelo Papa João II antes de sua morte para marcar a Celebração do Ano da Eucaristia. O clipe "Deus nas ruas de Nova York" retrata o contraste entre o caos cotidiano das ruas movimentadas - cheia de trânsito, construções e carros de polícia - e a presença pacífica de Jesus. Em qualquer lugar em que vivermos haverá sempre algo semelhante que nos distraia. Mas há sempre uma oportunidade de conhecer Jesus face a face. Ele coloca a questão: Será que você reconhecê-lo?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO DOMINGO - HOMILIA DOMINICAL: DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE - Jo 3,16-18

DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE - Jo 3,16-18: "DEUS AMOU TANTO O MUNDO... O evangelho deste domingo começa com uma confidência de Jesus a um homem chamado Nicodemos: “Deus amou tanto o mu..."

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO DOMINGO - HOMILIA DOMINICAL: DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE - Jo 3,16-18

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO DOMINGO - HOMILIA DOMINICAL: DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE - Jo 3,16-18: "DEUS AMOU TANTO O MUNDO... O evangelho deste domingo começa com uma confidência de Jesus a um homem chamado Nicodemos: “Deus amou tanto o mu..."

quinta-feira, 9 de junho de 2011

DOMINGO DE PENTECOSTES – Jo 20,13-23

Irmãos e irmãs! Cinquenta dias após a Páscoa, celebramos a festa de Pentecostes. Nela, lembramos a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e Maria, no cenáculo (I leitura). A cada um de nós também é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum (II leitura).

No Evangelho, João lembra que “ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana”, Jesus entra no lugar onde se encontravam os discípulos para lhes conceder a paz, o perdão e soprar sobre eles o Espírito Santo.

Mas por que os discípulos estavam naquele lugar com as portas fechadas, se as mulheres já tinham difundido a notícia da ressurreição de Jesus e se Pedro e João já tinham constatado a verdade do relato das mulheres e visitado o sepulcro? Por que as portas estavam fechadas? Por medo? De quê? Dos judeus? De sofrer para anunciar o Evangelho e com ele a boa notícia que Jesus tinha ressuscitado dos mortos?

Talvez mesmo acreditando, não tivessem a coragem de dar um testemunho verdadeiro: morrer para si mesmo, renunciar a própria vida para anunciar Jesus. Talvez fosse o medo devido ao fato de se sentirem pequenos, fracos, por terem fugido desde o momento da prisão do Mestre até a sua morte.

Quem sabe o que pensavam? Onde encontrariam força e coragem para ir ao encontro de Jesus para pedir-lhe perdão por terem abandonado no momento mais trágico e dramático da sua vida.

O grande problema é o de sempre: coração fechado, coração individualista. Os apóstolos estavam fechados não só no cenáculo, mas em si mesmos, nos seus pecados. Havia uma necessidade de uma reviravolta, de uma tomada de decisão.

Não obstante os pecados dos discípulos, Jesus entra no cenáculo e escancara as portas fechadas dos seus corações. Mostra a verdade do seu amor. Suas chagas são ao mesmo tempo sinal concreto e visível do amor até o fim, quando ele deu a vida por nós e também o sinal dos nossos pecados que ele carregou sobre si para nos doar o perdão.

Apresentando-se desta forma, Jesus não expressa juízos de condenação, mas de salvação. “A paz esteja convosco”. Jesus reconcilia os apóstolos. Aí, eles não só compreendem que Jesus nunca rompeu a amizade com eles, mas que é pela fidelidade a tal amizade que doou a sua vida, e assim são reconciliados por ele, com ele, consigo mesmos e entre eles.

Jesus soprou sobre eles o Espírito Santo. É a recriação. Como Adão se tornou ser vivente depois do sopro de Deus, assim também nós nos tornamos criaturas novas em Cristo. Antes fracos, agora fortes; antes fechados, agora abertos à missão; antes temerosos de perder a vida, agora decididos a doá-la para Cristo e para o Evangelho; antes temerosos de não sermos perdoados, agora ricos de perdão, somos capazes de nos perdoarmos e de perdoar o próximo.

Tudo graças ao dom do Espírito Santo. Para sermos cristãos, é preciso coragem. Será que estamos dispostos a levar como Cristo as feridas causadas pelos nossos e pelos pecados do próximo a fim de transformá-las em amor, capaz de regenerar a verdadeira vida, ou preferimos não correr riscos e ficarmos fechados nas nossas incompreensões ou na nossa sede de vingança?

Irmãos queridos, “recebei o Espírito Santo”. Eu acredito que a primeira coisa que nós temos que fazer para perdoar os pecados é fazer como Jesus fez. Receber o Espírito Santo que providencia a força e a capacidade de esquecer. Não podemos perdoar só com nossas forças. Segundo o Evangelho, o perdão dos pecados parece ser o primeiro poder conferido a pessoa quando ela é renascida no Espírito. Se é assim, então o perdão dos pecados é nossa primeiro dever como cristãos. Recebemos o perdão de nossos pecados mais graves através do sacramento da reconciliação ministrado pelo padre, mas você também tem o poder para perdoar a ferida que o teu próximo te causou e como isso é necessário. Entretanto, mesmo conscientes do poder de perdoar os pecados, nem sempre é fácil perdoá-los. Quando alguém nos magoa, temos que pedir a força para perdoar aquela pessoa. A grande dificuldade é porque queremos perdoar, mas nossas emoções ficam o tempo todo nos atrapalhando: “você me feriu, não é justo que eu te perdoe”. E quando a mesma pessoa nos ofende diariamente, é mais difícil ainda. É neste momento que temos que nos lembrarmos de seguir o Deus de justiça. Quando alguém te ferir, implore ao Espírito Santo a força para amolecer o seu coração e reze continuamente: “Senhor, dai-me coragem para perdoar esta pessoa”.

Domingo de Pentecostes Jo 20, 19 - 23

TEXTO BÍBLICO:

Jesus aparece aos discípulos Mateus 28.16-20; Marcos 16.14-18; Lucas 24.36-49

19 Naquele mesmo domingo, à tarde, os discípulos de Jesus estavam reunidos de portas trancadas, com medo dos líderes judeus. Então Jesus chegou, ficou no meio deles e disse:

— Que a paz esteja com vocês!

20 Em seguida lhes mostrou as suas mãos e o seu lado. E eles ficaram muito alegres ao verem o Senhor. 21 Então Jesus disse de novo:

— Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.

22 Depois soprou sobre eles e disse:

— Recebam o Espírito Santo. 23 Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não são perdoados

NOVA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE

1 - LEITURA

O que diz o texto?

Pistas para a leitura

Olá, Lectionautas!

Hoje João nos oferece um evangelho muito marcado por sinais que nos fazem compreender melhor a riqueza deste texto. A aparição do Ressuscitado que doa o Espírito, acontece ao “anoitecer do domingo”: no marco de una renovação de todas as coisas, de uma nova criação, o Espírito é doado ao grupo de homens “chamados discípulos do Senhor” que agora simbolizam a nova humanidade dos que creem.

João situa as aparições do Senhor Ressuscitado narradas no capítulo 20, do qual a Igreja nos propõe uns versículos, com os detalhes do tempo e lugar em que se realizam. Tendo presente seu estilo habitual, sabemos que todas estas indicações têm um sentido preciso, são elas também “sinais” como o mencionávamos anteriormente, com um valor teológico profundo. Cristo Ressuscitado, numa belíssima antecipação do acontecimento de Pentecostes, sopra sobre o colégio apostólico, tornando-os cheios do Espírito Santo.

Para iniciar o estudo deste evangelho nas palavras de João, queridos lectionautas, devemos saber que este texto está inserido num contexto de glória pela ressurreição do Senhor, ainda que os discípulos não o entendiam muito claramente e, pelo contrário, estavam confusos e cheios de temor, por isso, João começa esclarecendo que os discípulos estavam reunidos de portas trancadas, escondiam-se por medo dos judeus; em poucas palavras, eles temiam sofrer a mesma sorte de Jesus.

Cristo, já ressuscitado, deixou a barreira da morte em pedaços, e, agora, já não terá nenhum obstáculo para que Ele se manifeste.

Jesus se apresenta em meio a eles e lhes dá algo do qual eles necessitavam e é o Espírito Santo que traz consigo a paz. Obviamente, depois de todo o acontecido, os discípulos estavam cheios de incerteza e tristeza. Da mesma forma, Jesus conhecendo seus medos e os sentimentos de tristeza perante sua morte, mostra-lhes suas mãos com a marca de seus cravos e também seu lado transpassado. É nesse momento onde se dá o grande acontecimento do reencontro do Mestre com seus discípulos depois de sua morte. Volta para eles a alegria de saber que tudo não tinha terminado com a morte do Senhor naquela sexta trágica de seu cruel assassinato.

Aprofundando ainda mais os acontecimentos desta noite de domingo ou em outras traduções “esta tarde”, damo-nos conta de que o objetivo de Jesus não era somente que o vissem ressuscitado e que se dessem conta de que Nele havia-se cumprido as Escrituras, mas que Ele traz consigo várias coisas a mais para se levar em conta:

Primeiro, faz-lhes saber que assim como seu Pai O enviou para proclamar a Boa Nova, sua missão de certo modo tinha concluído como Filho de Deus feito Homem. Sem dúvida, continuaria na humanidade daqueles que entregariam sua vida por causa do Evangelho. Chega o momento em que eles vão pelo mundo para a anunciar a Boa Nova, o que entenderão mais claramente na noite santa de Pentecostes, onde as línguas de fogo não só se acenderão sobre suas cabeças, mas também em seus corações, tornando-os conscientes pelo Espírito Santo de sua missão como discípulos do Senhor. Por sua vez, Jesus lhes torna representantes de uma responsabilidade verdadeiramente grande… dá-lhes o poder de perdoar os pecados e de retê-los ao mesmo tempo.

Para concluir, podemos resgatar os seguintes componentes, como em todas as aparições ambientadas em Jerusalém. Três são os elementos estruturais: a iniciativa de Jesus «Que a paz esteja com vocês!»;o reconhecimento na fé pascal: “lhes mostrou as suas mãos e o seu lado”; a missão: “o Espírito Santo para a remissão dos pecados”. O símbolo central é o exalar o sopro de Jesus sobre os discípulos, um gesto evocador do ato primordial criativo de Deus.

A saber:

Neste dia celebramos um dos acontecimentos mais belos para a Igreja: “PENTECOSTES” A palavra Pentecostes vem do grego e significa o dia quinquagésimo. Há 50 dias da Páscoa, os judeus celebravam a festa das sete semanas, esta festa num princípio foi agrícola, porém se converteu depois em recordação da Aliança do Sinai.

Cinquenta dias depois da Páscoa, Pentecostes é o descobrimento da presença sacramental de Cristo através do Espírito Santo em sua Igreja.

Poderíamos aprofundar de maneira especial nas leituras do dia. Para entender um pouco mais tudo o que diz respeito à ação do Espírito Santo em Pentecostes: Atos 2, 1-11; 1 Coríntios 12,3-7.12-13.

Outros textos bíblicos para confrontar: Mc 16,9; Mt 28,10; Mc 16,2; Lc 24,1; Jo 20,1.

Para prosseguir aprofundando estes temas, consultar na Bíblia de Estudos, Deus fala hoje, a voz: Espírito Santo

Perguntas para a leitura

  • Qual dia e em que tempo se apresentou Jesus a seus discípulos?

  • Por que os discípulos estavam reunidos de portas trancadas?

  • Qual era a maior preocupação dos discípulos nesse momento de medo e tribulação?

  • Qual foi a saudação que Ele dirigiu aos discípulos?

  • Que atitude assumem eles na primeira saudação de Jesus?

  • Como reagem os discípulos ao ver as mãos de Jesus e o seu lado?

  • O que veio lhes dizer o Senhor nesta aparição depois de soprar neles o Espírito Santo?

  • Qual é o poder que conferiu o Pai a Jesus e o transmite a seus discípulos?

2 - MEDITAÇÃO

O que me diz? O que nos diz?

Perguntas para a meditação

Diante deste texto tão importante, devo me perguntar:

  • Para mim como lectionauta, o que me dá medo e me faz fechar-me em mim mesmo?

  • Quantas vezes, por não pedir, nem abrir-me à ação do Espírito Santo, não entendi o plano de Deus na minha vida?

  • Em meus trabalhos pastorais como agente ativo da Igreja, deixo-me guiar pelas motivações do Espírito Santo?

  • Sou dos que não me confesso porque penso que o perdão dos pecados é só uma invenção dos seres humanos e não aceito que é um poder dado pelo mesmo Jesus a seus discípulos?

  • Nossa compreensão da vontade de Deus, passa sob a ação do Espírito? Prescindimos dele para "acomodar a vontade de Deus a nossa comodidade e conveniência"?

  • Até onde deixamos que atue em nós e em nossos planos o Espírito Santo?

  • Transformamos profundamente nossa vida e relações com Deus e os irmãos, ou situamos o Espírito Santo ao mero nível de manifestações espetaculares em nosso proveito e emoção?

3 - ORAÇÃO

O que lhe digo? O que lhe dizemos?

De ti renascemos hoje: ¡oh Espírito! Fonte de vida e verdade, filhos da carne e do sangue fomos feitos pela tua graça em verdade, filhos de Deus. Ilumina agora nossos corações: para que entremos na nova aliança com um desejo ardente de amar, esperar e acreditar o que Cristo nos manda, que nós como lectionautas sejamos sempre dóceis a tua ação em nossas vidas, para que assim sejamos sempre fiéis ao caminho que Jesus nos propõe e árduos cumpridores da vontade de Deus; que por onde andemos, sejamos estandarte da imagem de Deus através de teus dons e que como nossa mãe, a Virgem Maria sempre cheia de ti Espírito Santo, sejamos nós dignos portadores de tua sabedoria infinita. Amém.

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Todos nós devemos estar cheios de alegria e prazer, pois devemos estar seguros que este Espírito Santo que se doou aos discípulos naquela tarde por Jesus Ressuscitado, é o mesmo Espírito Santo que Deus nos presenteia hoje em dia a cada um de nós como membros da Igreja e filhos seus. No perdão dos pecados está o sinal da presença do Espírito em meio a nós, e está o início de uma nova criação que dá origem a uma humanidade justa e redimida. No silêncio te convidamos a que você medite e repita interiormente as palavras do Mestre que depois de dar sua saudação de paz e seu Espírito Santo nos envia a proclamá-lo com viva voz…

«Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.»

Sou teu enviado Senhor, envia-me onde queiras que anuncie tua Boa Nova!!!

5 – AÇÃO

Com que me comprometo? Com quem nos comprometemos?

Propostas pessoais

  • Aprofundar nossa compreensão do papel do Espírito Santo na vida cristã.

  • Aprofundar nossa identidade de nascidos do Espírito no batismo e suas implicações para cada dia de nossa vida.

Propostas comunitárias

  • Como comunidade nos propomos a estender especialmente em nossos ambientes de violência, o fruto espiritual do perdão e da paz.

sábado, 4 de junho de 2011

Domingo da Ascensão do Senhor Mt 28, 16 - 20

1 - LEITURA

O que diz o texto?

Saudações cordiais em Cristo Ressuscitado, que vencendo as correntes da morte e as trevas do pecado nos fez participar da grandiosa esperança na vida eterna. Imagine que um belo dia acontece algo inesperado, onde papai e mamãe (ou os responsáveis do lugar onde você mora) tenham que sair durante um mês da cidade e fazem você responsável por todas as atividades da casa, absolutamente tudo. Você consegue imaginar como se sentiria, querido Lectionautas, se deixassem a você uma lista de atividades e lhe fizessem responsável, pela primeira vez em sua vida, da condução da sua casa? Diante de tal fato se pode até imaginar a exclamação: "Por favor, não vão, não me deixam sozinho com toda esta responsabilidade!" Pois bem, algo parecido aconteceu na Ascensão do Senhor. Até aqui falamos dos pais que se ausentam de casa por algum tempo. Esta lectio divina se funda sobre o tema da relação entre Cristo, que já está nos céus, e a Igreja, que peregrina na terra. Voltemos ao exemplo... Seus pais estarão fora durante algumas semanas e quem fica responsável por cuidar da casa é você, porém seu desejo é que eles voltem o quanto antes. Isto é exatamente o que aconteceu com os apóstolos... Jesus retorna ao Pai e agora os encarregados de realizar o que deveria ser feito por Ele são os seus discípulos.

O Senhor também dará a seus discípulos uma lista de atividades que, mesmo sendo menor em comparação a esta que apresentei a vocês como exemplo, é muito mais complexa: "19 Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo 20 e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos." Parecia que Jesus os estivesse dizendo: "Eu já fiz a minha parte, agora façam a de vocês, porém não se preocupem porque eu lhes estarei observando, abençoando e iluminando". Começa um novo processo no qual Jesus continua sendo o protagonista, mas os responsáveis por levá-lo adiante são os seus discípulos que agora vão de dois em dois por todo o mundo anunciando a Boa Nova da Salvação. O que os discípulos farão? Farão o que Jesus estaria fazendo se estivesse entre nós: pregando a alegria e a salvação, perdoando os pecados, pregando com alegria e convertendo muitos corações com a força da Palavra e do testemunho de vida. Agora é a comunidade dos crentes que deve dizer e fazer, do mesmo modo que Jesus dizia e fazia. Esta é a nova missão que compete não somente aos personagens bíblicos, mas também a todos os que professam nossa fé na Igreja e na adorável pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A saber: Santo Agostinho tem uma frase muito bonita que resume tudo o que acabamos de abordar nesta Lectio Divina. Recomendo que você a memorize e a ensine a seus familiares e amigos: "O que existe de cristão num cristão é Cristo."

Esta frase nos ajuda a sermos conscientes de que tudo o que fazemos em nome de Cristo, não se realiza por nossos próprios méritos, mas graças a ação do Ressuscitado que por meio do Espírito Santo opera maravilhas em nós.

Outros textos bíblicos para confrontar: Mateus 18, 20, João 14, 18 – 21.

Perguntas para a leitura

  • O que fizeram os discípulos quando viram Jesus?

  • Jesus fala de um lugar onde lhe foi dado poder. Que lugar é este?

  • Quais tarefas concretas Jesus, antes de partir, recomenda a seus discípulos?

  • Jesus nesta leitura nos fala sobre um tempo no qual estará conosco. Você recorda qual é este tempo?

2 - MEDITAÇÃO

O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

Diante de um texto tão importante, devo perguntar-me:

  • Sinto-me satisfeito da maneira como prego as maravilhas do Senhor?

  • Sinto que o convite de Jesus a seus discípulos é também um convite para mim?

  • Como qualquer pessoa, sei que tenho responsabilidades em minha casa, porém agora, também sei que tenho responsabilidades em minha vida de fé... Cumpro com estas responsabilidades?

3 - ORAÇÃO

O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?

Senhor Jesus.

Sabemos que ao subir ao céu, não nos deixaste sozinhos

com a responsabilidade em nossas mãos.

Sabemos que segues conosco, acompanhando-nos, amando-nos, compreendendo-nos.

Hoje Senhor Jesus, te pedimos que nos faças pregoeiros incessantes da tua Palavra,

que nossa vida sirva para testemunhar o imenso amor que tu tens por nós.

Dá-nos sabedoria para não duvidar nem por um momento da maravilha do teu amor.

Dá-nos fortaleza para que não desfaleçamos em nosso caminho de fé.

Dá-nos entendimento para compreendermos melhor, a cada dia, o que esperas de nós.

Amém.

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

  • Fazendo um momento de meditação, tente imaginar o que experimentaram os discípulos ao se sentirem responsáveis pela missão tão importante como a que nos narra o texto da Lectio Divina do dia de hoje.

  • Pensa de que maneira você tem respondido ao convite que Jesus lhe fez, de ser testemunha do seu amor;

  • Que sentimento você experimento ao escutar a frase de Jesus "eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos."?

5 – AÇÃO

Com o que me comprometo? Com o que nos comprometemos?

Propostas pessoais

  • Convida a uma pessoa que não seja atuante nas coisas da Igreja a dialogar por algum momento sobre a pessoa adorável de Nosso Senhor Jesus Cristo;

  • Neste mesmo diálogo, sinta como o convite de Jesus, a anunciar as maravilhas de seu amor, é feito especialmente para você;

  • Analisa este diálogo, pensa nas coisas que você falou e reflita sobre elas;

  • Realiza este mesmo exercício com algum familiar que esteja distante das práticas religiosas... "Não tenha medo".

Propostas comunitárias

  • Lê com outros jovens ou lectionautas este texto e comenta-o em grupo;

  • Escrevam juntos uma oração pelos missionários e missionárias e orem pelas missões;

  • Perguntem-se se o Senhor lhes está chamando a serem os novos missionários do ano 2011;

  • Não se esqueçam que a missão começa em casa.

CELAM/CEBIPAL-SEJ – SOCIEDADES BIBLICAS UNIDAS (BRASIL)

Autor: Ir. José Antonio Chavarría, frp