segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

4º DOMINGO COMUM - Mt 5,1-12

Você quer ser feliz?

O grande anseio do ser humano é ser feliz. Passamos a vida inteira em busca da felicidade. Alguns se esforçam para conseguir uma receita mágica para a felicidade. São muitos os livros lançados com este tema, como “dez leis para ser feliz”, “o segredo da felicidade”, “em busca da felicidade” etc. As pessoas acham que o fundamento da felicidade está nas riquezas materiais, num carro importado, numa casa confortável, numa carreira de sucesso, numa pessoa, num diploma. Se matam pra conseguir isso, e depois de tanto lutarem, acabam estagnadas sem terem mais o que alcançar e finalmente percebem que não estão tão felizes como pensavam que iriam estar.

Até mesmo Jesus Cristo refletiu sobre a pergunta: é possível ser feliz? de que maneira? e a sua resposta foi clara: sim! mas com esforço. Também ele apresentou suas “leis” para ser feliz. E ele não somente promulgou estas bem-aventuranças, mas também as cumpriu. As bem-aventuranças nos dizem quem é Jesus, como é o seu caráter, seu comportamento, suas escolhas.

A alegria das bem-aventuranças encontra o seu fundamento na certeza de um futuro feliz, na comunhão com Deus e é um dom de Deus, já agora é possível saborear um novo modo de viver.

O Evangelho de hoje nos convida a colocarmos o fundamento da nossa própria felicidade no amor de Deus, cujas promessas são inquebrantáveis e vitoriosas, mesmo nas situações de crise na qual o homem pode se encontrar. O Evangelho nos apresenta um itinerário de santidade humana que abraça todas as etapas da nossa vida, abarcando cada situação e considerando os desafios que a cada dia estamos sujeitos: Deus não quer que fiquemos passivos, há um caminho a seguir. As bem-aventuranças indicam que caminho é este, mostrando o caráter do cristão enquanto herdeiro do Reino de Deus, da felicidade plena, da alegria perfeita.

Ser pobre em espírito é ser humilde. É quando reconhecemos nossa necessidade, nossa insuficiência e nossa dependência, nossos limites, e, nos dirigimos a Deus na oração com confiança. Para tal, é necessário arrancar de nós toda soberba, orgulho, presunção, egoísmo, autossuficiência, superioridade, intolerância. Esta bem-aventurança não diz respeito só aos que são pobres materialmente: um milionário pode reconhecer e confessar que a riqueza material não é tudo para ele e que ele depende de Deus; enquanto, um pobre materialmente pode ser cheio de ganância e esperar tudo da riqueza terrena.

A segunda bem-aventurança parece contraditória, pois o pranto é o contrário de alegria. Os motivos podem ser vários: a morte, a doença, as desgraças, o pecado e a fraqueza, as mudanças drásticas da vida. O aflito é aquele que sofre por sua situação ou pela dor alheia, movido pela compaixão. O pecado contrário é quando somos indiferentes e almejamos uma “vida boa”, cheia de prazeres, confortos, tranquilidades; é o pecado da indiferença com o próximo, da dureza de coração.

Jesus era manso. Ele chama felizes os mansos, que deixemos toda grosseria, desrespeito, desamor, agressões. A santidade deve mostrar-se no modo como tratamos as pessoas. É preciso trabalhar o autocontrole, aceitar o próximo, não querer dominá-lo, controlá-lo, humilhá-lo nem impor-lhe nossas ideias.

Fome e sede são uma necessidade natural, fundamental para vivermos. Felizes são os que tem fome e sede de justiça: ser justo significa ser reto, honesto, correto com relação ao próximo, a Deus e às coisas materiais.

Ser feliz significa ser misericordioso. Significa não ficar indiferente perante o sofrimento alheio nem mostrar um coração duro perante as ofensas que nos foram causadas. Sentir a miséria do outro e perdoá-lo. Só perdoando, seremos perdoados.

O que busca a santidade busca a pureza. Humanamente falando, nos damos conta que é impossível ser totalmente puro, mas o sangue de Jesus nos lava de todo o pecado.

O caminho da santidade é uma busca constante de paz. Deus é um Deus da paz. Ele quer que nós também sejamos pessoas de paz. Temos que aprender a lidar com o pecado da maledicência, da intriga, da vingança, da provocação. Somos felizes quando não só fizermos as pazes com os outros, mas também quando formos instrumentos de paz entre duas pessoas ou grupos etc.

Ser bem-aventurado implica ser perseguido ou até morrer por causa de Jesus Cristo. Talvez seja esta uma questão das mais difíceis da santidade: conviver com isto enquanto se segue a Jesus. Talvez alguém possa se enganar pensando que quanto mais próximos a Deus estivermos, mais amados seremos por todos. Errado! Pois, seremos cada vez mais invejados, contrariados, insultados e perseguidos. O diabo fica desconcertado com os que, sinceramente, buscam seguir Cristo. O próprio Jesus Cristo foi odiado e crucificado. Enfim, o caminho indicado por Jesus para nossa felicidade parece ser uma restrição, uma limitação da liberdade humana. Mas, Jesus não veio prender, veio libertar. Na verdade, as bem-aventuranças são um caminho para a liberdade, para a salvação, para a felicidade.

3 comentários:

Blog do Genildo Medeiros disse...

Padre Carlos a partir de hoje passo a seguir seu blog.

Coloquei seu link no endereço: www.genildomedeiros.blogspot.com espero a reciprocidade.

Blog do Genildo Medeiros disse...

Padre Carlos a partir de hoje passo a seguir seu blog.

Coloquei seu link no endereço: www.genildomedeiros.blogspot.com espero a reciprocidade.

Blog do Genildo Medeiros disse...

Padre Carlos a partir de hoje passo a seguir seu blog.

Coloquei seu link no endereço: www.genildomedeiros.blogspot.com espero a reciprocidade.