terça-feira, 12 de outubro de 2010

XXIX DOMINGO COMUM - Lc 18,1-8

O meu socorro vem do Senhor

Pode acontecer que na nossa vida nos questionemos: será que a oração funciona mesmo? Será que Deus escuta mesmo quem reza? Estas perguntas aparecem quando Deus parece não reagir diante da nossa súplica ou quando não nos damos conta de sua ação, como por exemplo, quando fazemos uma oração fervorosa, e depois de obtida a graça, não a consideramos como fruto da oração. E isto nos leva a pensar que se a oração for realmente inútil, para que perdermos tanto tempo com ela?

Justamente por causa dessas dúvidas, é que a liturgia dominical insiste tanto em tratar o tema da oração. O Evangelho quer mostrar o quanto a oração é essencial na vida do cristão, através de relatos onde o próprio Jesus reza ou quando ele nos orienta na prática da oração. Ele diz que pra que nossa oração seja eficaz, nós devemos: amar os nossos inimigos e rezar pelos que nos perseguem, rezar ao Pai “no segredo”, perdoar do fundo do nosso coração a quem nos ofendeu, rezar com audácia na certeza do obter e com plena adesão à vontade de Deus.

Na I leitura de hoje, vemos o esforço de Moisés em manter a mão levantada para vencer a batalha; no Evangelho, com a parábola da viúva importuna, Jesus nos exorta à paciência da fé, necessária quando nossa oração parece não ouvida e inútil.

No tempo de Jesus, a mulher viúva ficava numa situação muito difícil, sem meios para viver e sem proteção. A viúva do relato de Jesus tem necessidade de ser defendida e por isso, se dirige ao juiz. Mas, o juiz de sua cidade não tem interesse algum em ouvi-la. Pois, ele sabe que aquela pobre mulher não pode lhe pagar um preço alto e ele não quer perder seu tempo por uma causa que não dê muito lucro. Ele não se importa de maneira alguma com a situação da viúva, é totalmente indiferente, e recusa ouvi-la.
A viúva, porém, não perde a esperança: todos os dias, volta a se apresentar ao juiz, repetindo sempre a mesma coisa: “faze-me justiça contra o meu adversário!”. Os dias passam e o juiz já não agüenta mais aquela viúva importuna. Por um tempo, ele até faz de conta não se incomodar, mas um dia ele cansa de ouvir aquele aborrecimento e pensa: “mesmo não temendo a Deus nem respeitando ninguém, não suporto mais esta viúva me torrando a paciência, e por isso, vou fazer-lhe justiça para que ela me deixe em paz”.
Muitas vezes nos comportamos exatamente como esse juiz, e por isso, entendemos bem a parábola: a quem nos pede um favor que não queremos fazer, damos um sim pra ficarmos livres, que no final das contas, fazemos pensando em nós mesmos. Um comportamento destes não é próprio do coração de Deus.
Jesus termina de contar a parábola e pergunta aos discípulos: “vocês ouviram o que diz este juiz injusto? Pois bem, se até mesmo um juiz desonesto decide atender uma viúva para não ser mais incomodado por ela, como pensam que se comportará Deus que é Pai com relação aos filhos que imploram a ele? Eu lhes digo que Deus fará justiça bem depressa”.

Se não rezarmos, estamos dizendo a Deus que ele é impotente. É necessário que rezemos pacientemente, incessantemente. Entretanto, nós temos de ser conscientes de que não podemos prescrever quando e como ele nos atenderá. Uma coisa sabemos: ele nos fará justiça. Deus pode nos provar por um longo tempo, mas também pode intervir de modo rápido e inesperado.

Temos que ser pacientes no esperar. Esperar não é opção. Todos vamos ter que esperar e não sabemos por quanto tempo. É como nós esperamos o que faz a diferença. Muitas vezes, ficamos esperando em Deus, quando na realidade é Deus quem está esperando por nós. Deus não vai mudar de ideia nunca com a nossa teimosia. Há um tempo pra tudo, Deus faz as coisas conforme o pensamento dele, nunca conforme o nosso. Somos viciados na satisfação imediata. Hoje em dia não queremos esperar por nada.
Por isso, Jesus faz a pergunta: “mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” com esta pergunta, Jesus quer dizer que Deus é sempre fiel, menos segura é a capacidade que nós seres humanos temos de mantermos a fé em Deus em todas as provas. Se não formos pacientes no esperar, então não poderemos ser alcançados pelo socorro do Senhor. A pergunta de Jesus é um convite a ficarmos unidos a Deus por meio da oração confiante.

2 comentários:

AMARISA disse...

A FORÇA DA PACIÊNCIA

A paciência é uma genuína expressão de confiança, aceitação, serenidade e fé. Paciência é sinal de força e de coragem. Joy Adams

Considere quantas dificuldades seriam menos angustiantes se houvesse um pouco de paciência. Certamente é importante um senso de urgência, porém isso é tão essencial quanto o equilíbrio alcançado com uma boa dose de paciência.

Sucesso real e duradouro e realizações sólidas acontecem quando você age com urgência e se torna paciente quanto aos resultados. Realizações ambiciosas exigem tempo. Quando você tem paciência bastante para continuar fazendo o esforço necessário para atingir seu alvo, então você o alcançará. A paciência o ajudará a enxergar um panorama maior e lhe dará as condições necessárias para compreender a importância de enxergar as coisas a longo prazo. Ela o ajudará a melhorar seu relacionamento com as outras pessoas, e reduzirá o nível de estresse em sua vida.

A paciência consigo mesmo, com seu trabalho, com os outros, enfim, é um sinal garantido de que você está na trilha certa. Seja paciente, forte, positivo, e desfrute cada momento que a vida lhe revela.

Para Meditação:

Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração. Tiago 5:7a,8a.

AMARISA disse...

EXERCITANDO PACIÊNCIA

Paciência e perseverança têm um efeito mágico, antes que as dificuldades e os obstáculos comecem a desaparecer. John Quincy Adams

U m pouco de paciência pode lhe poupar muita ira e frustração. Tenha paciência com as pessoas, com você mesmo, com a maneira em que a vida se movimenta, e certamente você irá colher os benefícios que a paciência pode lhe trazer.

Sempre é mais eficiente praticar a paciência do que reagir com ira. Muitas serão as vezes em que a paciência será justamente aquilo que o impulsionará para a frente, ao passo que um esforço descontrolado evidenciará pura inutilidade. Reagir meramente sob frustração, ira e desespero só fará com que você se torne vítima das suas circunstâncias. No entanto, quando você faz da paciência parte integrante da sua resposta, ela o elevará a um nível superior.

A paciência, na realidade, não é algo difícil ou complicado de se alcançar. Simplesmente dê um passo atrás, respire fundo algumas vezes seguidas, e descontraia-se calmamente. Compreenda que é incomparavelmente mais inteligente ser paciente e ter controle da situação do que agir energizadamente fora de controle. Pondere antes de gritar. Pense, investigue e considere, antes de tirar suas conclusões. Tenha apenas um pouco de paciência. Isso fará uma diferença tremenda na sua vida.

Para Meditação:

Evite a ira e rejeite a fúria; não se irrite; isso só leva ao mal. Salmos 37:8