quinta-feira, 28 de outubro de 2010

XXXI DOMINGO COMUM - Lc 19,1-10

O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido

O evangelista Lucas, também neste domingo, continua a nos relatar a viagem que Jesus está fazendo rumo a Jerusalém. Há três semanas, ele estava na Samaria, quando curou os dez leprosos. Agora, continuando o seu caminho, chega a Jericó, uma grande cidade, uma cidade importante. Entre a multidão que procura ver Jesus se encontra Zaqueu, o chefe dos publicanos. Os publicanos eram os cobradores de taxas para o império romano. E, se como tais publicanos pegavam em muito dinheiro, sempre aproveitavam para roubar um “pouco”, para enriquecerem num curto espaço de tempo. Por isso, o povo não suportava os publicanos: chamava-lhes traidores porque colaboravam com a opressão do império romano, e os considerava trapaceadores, que sabiam por meio do engano roubar dinheiro para ficarem ricos.

Assim, este homem chamado Zaqueu era o chefe dos publicanos de Jericó, portanto um homem importante por causa de suas riquezas adquiridas de forma desonesta, e enfim, era o chefe desse sistema de enriquecimento. De fato, o evangelista faz questão de lembrar que Zaqueu era muito rico. Mas este Zaqueu desejava ver Jesus. Mas tinha um problema: era baixo de estatura e com tanta gente que havia em volta de Jesus não consegue ver nada. Por isso, fica nas pontas dos pés, mas vê só as cabeças do povo. Tenta se infiltrar entre as pessoas para ir um pouco mais adiante, mas não consegue. Não o deixam passar. Tá difícil!

Então tem uma ideia: se como sabe que Jesus está atravessando a cidade, Zaqueu sabe também qual caminho o Mestre de Nazaré percorrerá! Assim corre na frente e sobe numa árvore. Entendamos bem: sobe numa árvore, num sicômoro (é um tipo de figueira de raízes profundas e galhos fortes e dá boa sombra), diz o Evangelho, porque assim, do alto, poderá ver Jesus bem! Tentemos imaginar a cena: um homem importante, inclusive chefe dos publicanos, que sobe numa árvore como um menino, para esperar Jesus que passa. Pode parecer um pouco ridículo e os outros que o veem poderiam caçoar dele... mas a Zaqueu, neste momento, não importa nada: só quer ver Jesus. E ainda não sabe o que está para acontecer!!! Assim, quando Jesus chega embaixo do sicômoro, levanta os olhos, vê o cobrador de impostos e diz: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”.

Que maravilha! Podemos imaginar a alegria de Zaqueu. Quem pode imaginar quanta emoção descer da árvore para encontrar-se com o Mestre que lhe faz a honra imensa de entrar na sua casa. Zaqueu se sente pleno de felicidade e salta da árvore, apressadamente, diz Lucas, porque quase ainda não acredita que uma coisa tão bela esteja acontecendo com ele.

Não consegue dizer nenhuma palavra, só se encaminha para conduzir Jesus para a sua casa e enquanto isso pensa: “O Mestre de Nazaré me chamou pelo nome, chamou exatamente a mim, como se fôssemos amigos há muito tempo, e eu ouvi bem: quer ficar mesmo na minha casa”.

Quando o povo viu que realmente Jesus estava indo a casa de Zaqueu, quando o veem entrar e sentar-se à mesa altamente arrumada para a refeição, começa a murmurar escandalizado. Mas como? Com tantas pessoas honestas, com tantas pessoas importantes e respeitáveis que existem em Jericó, este mestre vai comer justamente na casa do chefe dos ladrões? Uma vergonha! Uma coisa deste tipo não podia ser aceita. Zaqueu se dá conta do escândalo dos seus conterrâneos e é ele mesmo que cala todos os comentários, porque se levanta e diz em alta voz: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. Zaqueu reconhece não ter agido sempre honestamente, por isso está pronto a restituir quatro vezes mais aquilo que roubou com o engano.

Não só isso: de tudo o que possui, dará a metade aos pobres. A sua riqueza não será mais só para ele, mas para todos. Será uma riqueza partilhada com as pessoas que não têm nada. Zaqueu compreendeu perfeitamente o ensinamento de Jesus e quer começar imediatamente a viver segundo o Evangelho.

Jesus verdadeiramente fica feliz e assegura diante de todos: “Hoje a salvação entrou nesta casa”. E depois, dirigindo-se a quem tem sempre algo pra rir e pra criticar, acrescenta a todos: “com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

Lembremos a parábola do pastor e da ovelha perdida que a procura incansavelmente até encontrá-la. Pronto, com Zaqueu, Jesus se comporta exatamente como o pastor da parábola. Jesus sabia que Zaqueu estava só, perdido, com uma vida cheia de erros, cheio de dinheiro roubado, talvez, sem amigos verdadeiros, sem alegria e com um grande desejo no coração de encontrar o sentido da vida. E então vai ao encontro dele, vai a sua casa, fala com ele, faz refeição com ele com amizade. E a vida de Zaqueu muda completamente. Agora, tornou-se um verdadeiro discípulo de Jesus. Agora, quer viver segundo o Evangelho: não é mais perdido nem só, agora está com o seu Mestre.

Também nós sempre somos chamados pelo nosso nome por Jesus, que quer estar com cada um de nós, que quer ficar na nossa “casa”. Como disse a Zaqueu, assim Jesus diz a todos nós: abra a tua casa, abra o teu coração, eu quero estar com você. Isso é belo. Nos faz saborear a mesma felicidade que provou Zaqueu naquela manhã, em Jericó, sobre o sicômoro.

Mas será que eu abro mesmo o coração ao Senhor que pede para entrar? Permito ser alcançado pela sua Palavra, pelo seu ensinamento? Como Zaqueu, quero experimentar viver segundo o Evangelho? Alegremo-nos com este convite de Jesus e respondamos com a mesma prontidão e alegria com a qual Zaqueu desceu da árvore.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

XXX DOMINGO COMUM - Lc 18,9-14

A prece do humilde atravessa as nuvens

No domingo passado, Jesus nos falava da necessidade de rezar sempre sem desanimar. Hoje, nos revela o segredo de uma oração verdadeira e também eficaz. Ele nos conta uma parábola sobre a oração de dois homens que pertencem a duas categorias completamente opostas. Na verdade, o Evangelho quer provocar em nós a pergunta: com qual dos dois me identifico? Com o fariseu ou com o publicano?

Prestemos bem atenção a como cada um dos homens reza e assim iremos descobrir. Podemos nos encontrar no lugar do publicano (pecador), que foi justificado; mas também com muita probabilidade, podemos nos encontrar no lugar do fariseu, que por sinal, não foi justificado; este último é aquele que regularmente vai ao templo, ou seja, pode ser que sejamos nós, que regularmente vamos à igreja.

Enfim, a parábola em questão é direcionada para todos aqueles que julgam ser bons e desprezam os outros, diz o evangelista Lucas. O fariseu é aquele que se acha justo, certinho, pelo fato de conseguir frequentemente cumprir os preceitos da lei: “eu jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de toda a minha renda”. A atitude dele é aquela de uma pessoa egoísta, cheia de si mesmo. Usa sempre o pronome “eu”. E o que agrava a sua presunção é o fato de desprezar os outros. Não se pode rezar e, ao mesmo tempo, desprezar; dialogar com Deus e ser duros com as pessoas; no fundo, nos deleitamos com os defeitos dos outros para agradar a nossa presunção (Nossa! Comparando-me com fulano de tal, como eu sou bom e correto!). Uma vida assim é cheia de suspeitas e de medos, uma vida triste num mundo corrompido. A oração do fariseu, no final das contas, é um julgamento.

De fato, esta parábola é muito inquietante! Mostra como na oração podemos nos separar de Deus e dos outros quando falsificamos a nossa consciência, enganando-nos quanto a Deus e ao nosso próximo.
Quando estamos falando coisas negativas sobre os outros como aquele fariseu (“não sou como os ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos”); na verdade, estamos envenenando as nossas vidas. Deus está interessado no nosso interior e não naquilo que aparentamos ser. Precisamos nos conscientizar que não é impressionando uns aos outros que interessa a Deus, mas é nossa vida interior que interessa a ele.

O orgulho é uma cegueira que nos impede de ver nossos próprios erros. É difícil ser humilde. Se nos consideramos humildes, isso já pode ser uma presunção. Ser humilde significa nunca pensar que somos melhores que as outras pessoas, mas que somos humanos, e por isso, limitados tanto quanto os outros. Esta consciência é o que nos estimula a sempre buscar o amadurecimento espiritual.

Às vezes, a única maneira pela qual aprendemos a tratar bem as pessoas, é quando somos maltratados, para que possamos ver como isso machuca e aprender a não fazer com os outros. A pessoa orgulhosa nunca acha que é orgulhosa, porque o orgulho facilmente se esconde. O orgulho é uma máscara que encobre realmente quem somos. O orgulho é um julgamento: julgamos porque somos orgulhosos; julgar, na realidade, é tentar achar um caminho para nos sentirmos melhores em relação a nós mesmos, apontando os erros dos outros. E Deus é um juiz que não faz discriminação de pessoas (I leitura). Deus não discrimina ninguém; como isto deve doer ao ouvido orgulhoso do presunçoso!

Outra coisa também muito frequente existir é um entendimento errado da humildade: quando ficamos passivos diante de tudo ou quando sempre estamos dizendo que não somos capazes para isto ou para aquilo. Esta é a falsa humildade. A humildade é uma das virtudes mais difíceis de se obter, mas também é uma das mais necessárias. O publicano é realmente um pecador; ele não arranja uma desculpa para o que fez. Uma transgressão típica dos publicanos era trapacear os outros e ser conivente com as tramoias do império romano. A oração simples do publicano é reconhecer-se pecador. Não julga ninguém, nem mesmo o fariseu, por quem já foi julgado, insultado e excluído.

Deus “jamais despreza a súplica do órfão, nem da viúva, quando desabafa suas mágoas”. Mas, temos que nos entregar totalmente a ele. O publicano foi perdoado não porque fosse melhor que o fariseu, pensar isso seria cair na mesma atitude do fariseu, mas porque com sinceridade mostrou e admitiu sua fraqueza e abriu seu coração a um Deus que é imensamente maior que o seu pecado, a um Deus que nos acolhe, que nos abraça com a sua misericórdia infinita. “Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. Que nossa oração humilde atravesse as nuvens e chegue ao Altíssimo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

XXIX DOMINGO COMUM - Lc 18,1-8

O meu socorro vem do Senhor

Pode acontecer que na nossa vida nos questionemos: será que a oração funciona mesmo? Será que Deus escuta mesmo quem reza? Estas perguntas aparecem quando Deus parece não reagir diante da nossa súplica ou quando não nos damos conta de sua ação, como por exemplo, quando fazemos uma oração fervorosa, e depois de obtida a graça, não a consideramos como fruto da oração. E isto nos leva a pensar que se a oração for realmente inútil, para que perdermos tanto tempo com ela?

Justamente por causa dessas dúvidas, é que a liturgia dominical insiste tanto em tratar o tema da oração. O Evangelho quer mostrar o quanto a oração é essencial na vida do cristão, através de relatos onde o próprio Jesus reza ou quando ele nos orienta na prática da oração. Ele diz que pra que nossa oração seja eficaz, nós devemos: amar os nossos inimigos e rezar pelos que nos perseguem, rezar ao Pai “no segredo”, perdoar do fundo do nosso coração a quem nos ofendeu, rezar com audácia na certeza do obter e com plena adesão à vontade de Deus.

Na I leitura de hoje, vemos o esforço de Moisés em manter a mão levantada para vencer a batalha; no Evangelho, com a parábola da viúva importuna, Jesus nos exorta à paciência da fé, necessária quando nossa oração parece não ouvida e inútil.

No tempo de Jesus, a mulher viúva ficava numa situação muito difícil, sem meios para viver e sem proteção. A viúva do relato de Jesus tem necessidade de ser defendida e por isso, se dirige ao juiz. Mas, o juiz de sua cidade não tem interesse algum em ouvi-la. Pois, ele sabe que aquela pobre mulher não pode lhe pagar um preço alto e ele não quer perder seu tempo por uma causa que não dê muito lucro. Ele não se importa de maneira alguma com a situação da viúva, é totalmente indiferente, e recusa ouvi-la.
A viúva, porém, não perde a esperança: todos os dias, volta a se apresentar ao juiz, repetindo sempre a mesma coisa: “faze-me justiça contra o meu adversário!”. Os dias passam e o juiz já não agüenta mais aquela viúva importuna. Por um tempo, ele até faz de conta não se incomodar, mas um dia ele cansa de ouvir aquele aborrecimento e pensa: “mesmo não temendo a Deus nem respeitando ninguém, não suporto mais esta viúva me torrando a paciência, e por isso, vou fazer-lhe justiça para que ela me deixe em paz”.
Muitas vezes nos comportamos exatamente como esse juiz, e por isso, entendemos bem a parábola: a quem nos pede um favor que não queremos fazer, damos um sim pra ficarmos livres, que no final das contas, fazemos pensando em nós mesmos. Um comportamento destes não é próprio do coração de Deus.
Jesus termina de contar a parábola e pergunta aos discípulos: “vocês ouviram o que diz este juiz injusto? Pois bem, se até mesmo um juiz desonesto decide atender uma viúva para não ser mais incomodado por ela, como pensam que se comportará Deus que é Pai com relação aos filhos que imploram a ele? Eu lhes digo que Deus fará justiça bem depressa”.

Se não rezarmos, estamos dizendo a Deus que ele é impotente. É necessário que rezemos pacientemente, incessantemente. Entretanto, nós temos de ser conscientes de que não podemos prescrever quando e como ele nos atenderá. Uma coisa sabemos: ele nos fará justiça. Deus pode nos provar por um longo tempo, mas também pode intervir de modo rápido e inesperado.

Temos que ser pacientes no esperar. Esperar não é opção. Todos vamos ter que esperar e não sabemos por quanto tempo. É como nós esperamos o que faz a diferença. Muitas vezes, ficamos esperando em Deus, quando na realidade é Deus quem está esperando por nós. Deus não vai mudar de ideia nunca com a nossa teimosia. Há um tempo pra tudo, Deus faz as coisas conforme o pensamento dele, nunca conforme o nosso. Somos viciados na satisfação imediata. Hoje em dia não queremos esperar por nada.
Por isso, Jesus faz a pergunta: “mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” com esta pergunta, Jesus quer dizer que Deus é sempre fiel, menos segura é a capacidade que nós seres humanos temos de mantermos a fé em Deus em todas as provas. Se não formos pacientes no esperar, então não poderemos ser alcançados pelo socorro do Senhor. A pergunta de Jesus é um convite a ficarmos unidos a Deus por meio da oração confiante.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

XXVIII DOMINGO COMUM - Lc 17,11-19

CADÊ OS OUTROS NOVE?

No tempo de Jesus, a lepra era uma doença que excluía duramente a pessoa enferma do lugar onde vivia e de sua própria família. A pessoa era condenada a viver na periferia das cidades. Um leproso só podia conviver com outros leprosos justamente para evitar o contágio em pessoas “sadias”. Se uma pessoa sadia se aproximasse do lugar onde os leprosos ficavam, estes eram obrigados a gritar para informar que eram contagiosos, impuros, e, além disso, deviam se afastar.

É nesse contexto que Jesus, numa zona de fronteiras entre a Galileia e a Samaria, encontra dez pessoas com lepra na periferia de um povoado; elas se aproximam dele, mas a uma certa distância, param e gritam: “Jesus, Mestre, tem piedade de nós!”. Estes leprosos pedem ajuda a Jesus. Eles não podem fazer nada por si mesmos, mas podem receber ajuda de alguém que tem poder sobre a sua enfermidade.
Mas o texto parece mostrar que Jesus quer se livrar deles também. Manda eles irem aos sacerdotes, sem ter feito absolutamente nada para curá-los. Segundo as leis do AT, os sacerdotes têm a competência de verificar a cura de um leproso, e, assim, reintegrá-lo na sociedade.

Na I leitura, do II Livro dos Reis, quando o sírio Naamã é curado por Deus, vai apresentar-se imediatamente a Eliseu e agradece ao profeta. Os dez leprosos devem ser, antes de tudo, curados para que possa haver sentido irem se apresentar aos sacerdotes; mas, Jesus, simplesmente os põe a caminhar; e é aí, que vemos a fé e a confiança daqueles leprosos em Jesus, na esperança de que, cumprindo seu mandamento, conseguirão aquilo que desejam.

Um deles, ao perceber que estava curado, toma uma atitude diferente da dos outros nove que correram apressadamente para serem readmitidos na sociedade; este tal retorna a Jesus para agradecê-lo. Aqueles nove olham só para seus próprios interesses, só para o futuro, já não se lembram de quem os livrou daquele destino miserável; e, Jesus, se decepciona com eles: “onde estão os outros nove?”
Todos gritavam por Jesus quando estavam no momento do sufoco, mas por que só um gritou de agradecimento: glorificando a Deus? Na realidade, é que só para este, a cura foi um verdadeiro encontro com Deus.
E quanto a nós? Quando recebemos uma graça de Deus na nossa vida, o que vale mais para nós? O dom ou aquele que nos concedeu o dom? Quando ganhamos um presente, se a nossa atenção se restringe ao bem material, somos egoístas; se, pelo contrário, se a experiência do presente nos leva a colocar a nossa atenção no amor e na benevolência daquele que nos presenteou, isto torna-se um encontro novo e pessoal com o nosso benfeitor.

Ganhar um presente é muito bom. Mas, nos dá mais felicidade ainda reconhecer a benevolência e a ajuda daquele que nos presenteou e poder agradecê-lo. Junto com o pedido, a ação de graças deve ser a forma fundamental da nossa oração e da nossa relação com Deus. Quantas vezes durante a nossa vida pedimos, imploramos a Deus por uma série de coisas e quando ele finalmente nos concede a graça, esquecemos completamente dele. Desta forma, perdemos a chance de reconhecer e experimentar o amor de Deus.
A lepra tinha levado a um primeiro encontro com Jesus, mas um encontro à distância. Movido pela fé em Deus, o samaritano foi curado, sua relação com Deus tornou-se mais íntima, o que lhe rendeu uma fé mais firme.

Assim, podemos dizer que não basta a saúde para ser feliz. Ela é um bem precioso, e deve ser conservada, procurada, com um estilo de vida saudável, com exercícios físicos, reeducação alimentar, é preciso ter paz no coração de quem encontra Deus e descobre o próprio projeto de vida, para ter um bem estar psicofísico profundo. Mas não basta só a saúde, precisamos da felicidade. Jesus nos diz que a saúde não é tudo, mais que a saúde, precisamos nutrir constantemente a esperança e a fé na salvação. E a felicidade consiste no abrir o coração à gratidão de um Deus que nos cura no profundo de toda solidão, de toda a dor.

Que nós também tenhamos a coragem de gritar por socorro ao Senhor para que ele cure a nossa lepra, especialmente, aquela espiritual, a fim de que reconhecendo as maravilhas que ele opera na nossa vida, possamos cada vez mais ter uma fé firme e contagiante.