terça-feira, 15 de dezembro de 2009

IV DOMINGO DO ADVENTO - ANO C - Lc 1,39-45

LECTIO DIVINA

Domingo, 20 de Dezembro de 2009

IV DOMINGO DO ADVENTO - ANO C

TEXTO BÍBLICO: Lucas 1,39-45

Autor: Pe. Carlos Henrique Nascimento

1- LEITURA

Estamos no quarto domingo do Advento e o Natal já está bem pertinho! Para ajudar o nosso coração a viver esta grande festa, nos deixamos guiar pelas palavras do evangelista Lucas que nos relata a visita de Maria a sua parenta Isabel.

Maria ficou sabendo que sua Isabel estava grávida, como também ela estava. Isabel era muito mais velha do que Maria. Maria tinha provavelmente uns 13 anos e Isabel tinha uma idade já avançada para engravidar. Por ser tão jovem e prestativa, Maria decide ir até a casa de Isabel para ajudá-la: para dar-lhe uma mãozinha nos preparativos para o que fosse necessário para a chegada do filho de Isabel e ficar lá um tempo depois do nascimento dele ajudando a sua parenta. Elas tinham o privilégio de poder partilhar da alegria de serem as duas, mães de primeira viagem.

Isabel vivia longe, numa cidadezinha sobre as montanhas, mas Maria não se desencoraja pela distância. Começa a viagem e não perde tempo: quer chegar logo; por isso, Lucas enfatiza: “naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia”.

Finalmente, ela chega à casa de Isabel e Zacarias, entra e antes de qualquer coisa, cumprimenta a sua querida parenta. Neste momento, acontece uma coisa muito interessante: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre”.

A criança, que Isabel traz no ventre, quando ouve a voz de Maria, se mexe, como que para cumprimentar também. Isso é interessante quando a gente ouve as mães dizerem como é emocionante sentir a criança se mexer no ventre, chutar... Para uma mãe que ainda não tem a possibilidade de ver o seu filhinho, sentir que o pequenino se mexe é fonte de grande felicidade: quer dizer que está vivo e bem, que está crescendo.

Mas não é só isso: Isabel é iluminada pelo Espírito Santo e compreende que o seu filho ainda não nascido está cumprimentando Maria e seu Filho Jesus.

É necessário considerar que Maria está apenas no início da sua gravidez, ninguém sabe ainda que ela está grávida (o que depois quando ela voltar com a barriga já grandinha vai dar muito o que falar): ela não disse a ninguém, nem mesmo a José, o seu prometido em casamento. Mas o Espírito Santo ilumina Isabel, deixando-a capaz de compreender o belíssimo segredo de sua parenta e o diz em alta voz: “Isabel ficou cheia do Espírito Santo e com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!”.

Quantas e quantas vezes repetimos também nós esta saudação alegre de Isabel a Maria toda vez que rezamos a Ave-Maria. Isabel pronuncia estas palavras com tanto entusiasmo, impelida pelo Espírito Santo, que no curso do tempo os cristãos as escolheram para se dirigir a Maria.

Inclusive, podemos ressaltar aqui o curioso estudo do cardiologista italiano Luciano Bernardi com o tema “a influência da ave-maria sobre o sistema cardiovascular”. Este estudioso observou por oito anos que quando um grupo de fiéis recitava a ave-maria em voz alta em dois coros, os aparelhos colocados nos fiéis mostravam que todos os ritmos biológicos entravam em harmonia. A quem toca rezar a Ave Maria ou a outra parte, Santa Maria, deve fazê-lo numa única expiração e depois inspirar esperando chegar novamente a sua vez, contabilizando um total de seis respirações por minuto. Este ritmo respiratório mais lento reduz a freqüência cardíaca, dá a sensação de calma já que regula os hormônios do estresse. E é por isso que tanta gente fica mais tranqüila e adormece rezando o terço: que bom!

Mas, voltemos ao relato evangélico: Isabel tem ainda algo a dizer à Maria: “Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre”. E acrescentou: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

Estas palavras de Isabel devem nos encher de entusiasmo, porque também nós podemos saborear a mesma bem-aventurança de Maria, a sua mesma felicidade, porque também nós podemos viver na pura certeza de que o Senhor Deus mantém sempre as suas promessas e é fiel à palavra dada. Por isso, queremos viver a vida de hoje com o coração cheio de alegria e de esperança: o Senhor está próximo, é Deus conosco. O Senhor é fiel às suas promessas de amizade e de amor.

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