segunda-feira, 26 de outubro de 2009

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS - Mateus 4,25 – 5,1-12

Acompanhe o resumo do comentário pelo twitter
1 - LEITURA
O que diz o texto?
Indicações para a leitura
Queridos jovens:
No dia primeiro do mês de novembro, a Igreja celebra a Solenidade de Todos os
Santos. Por tratar-se de uma festa tão importante lhe é dada primazia sobre o Domingo
Comum e assim, deixamos novamente o evangelho de Marcos para orar com o texto do
evangelho de Mateus.
Habitualmente se intitula este texto de “as bem-aventuranças”, e ele é tirado do
começo do capitulo 5 do evangelho de São Mateus. É interessante que este relato seja como
o pórtico ou prólogo de todo um discurso de Jesus que começa aqui e termina no final do
capítulo 7. Este grande discurso condensa os ensinamentos de Jesus particularmente sobre
temas morais, ou seja, busca responder ao como deve viver o discípulo de Jesus: onde
encontrar o bem, onde apartar-se do mal, o que deve fazer, o que não deve fazer... A
introdução a tudo isto tem a ver co m o que hoje nos é proclamado: ser ditosos, ser felizes,
ser benditos, ser abençoados, ser bem-aventurados... A vida moral, os mandamentos, as
exigências do evangelho não são “uma carga”, não são uma imposição para tornarmos mais
pesada à vida... Senão que são o caminho, a bênção, a verdadeira felicidade... Jesus sobe a
montanha como imagem de um “novo” Moisés, um novo legislador, para entregar seus
ensinamentos de maneira pública e solene a toda a gente e seus discípulos a seu lado.
O que mais nos chama a atenção é que esta felicidade pode realizar-se nas
circunstâncias mais adversas para os homens e as mulheres de todos os tempos: os que
sofrem (versículos 4) e os que são maltratados (versículos 10 e 12). Por que isto é assim?
Porque a felicidade e a dita verdadeira felicidade estão somente em Deus. Lamentavelmente
muitos buscam a felicidade a margem de Deus... e não a encontram. O que encontram é uma
“felicidade aparente”, ou um “espelho da felicidade”, ou uma “caricatura da felicidade”. Será
apenas um alvoroço exterior... será diversão... e não uma autêntica alegria cristã? O
surpreendente da alegria e da felicidade cristã é que pode coexistir e, de fato, coexistir com a
dor e com o sofrimento. Em meio à dor e o sofrimento misteriosamente posso ser feliz
porque descubro que minha vida está nas mãos de Deus, se me abro a Ele. Nem a
enfermidade, nem os poderes mais nebulosos do mal, de nosso mundo, poderão prejudicar
nossa interioridade, se nos abrimos a Deus e a seu mistério que nos chama e nos dá as forças
para sermos benditos, ditosos, bem-aventurados, gozosos, alegres e felizes no Senhor.
Este caminho que parece difícil é possível porque contamos com a ajuda constante e
permanente do mesmo Deus na medida em que lhe abrimos o coração. Este caminho já foi
possível na vida dos santos que a Igreja já canonizou. Os santos não são Deus, são homens e
mulheres limitados e pecadores que foram capazes de abrir-se a Deus e deixar que o Deus
opere em suas vidas para descobrir e viver o caminho da autêntica bênção e felicidade. Por
isso a Igreja os coloca como modelos e intercessores. Não estão para ser adorados... Somente
Deus é objeto de nossa adoração. Os santos nos mostram que o caminho é possível e desde o
céu intercedem por nós, para que encontremos nas circunstâncias particulares de cada tempo
histórico e de cada cultura, o caminho da plenitude e da felicidade que Deus nos tem
presenteado.
Por isto, hoje, mais do que nunca, ao realizar esta Lectio Divina, sentimo-nos
amados por Deus e chamados a ir ao seu encontro para empreender o caminho de nossa
autêntica santidade que consiste em abrir nossos corações para receber sua graça que nos
capacita para cumprir com os mandamentos e as exigências do Evangelho para assim
encontrar o único caminho possível a autêntica bênção, felicidade e alegria...
Curiosidade: as “bem-aventuranças” são uma forma literária particular
presente nos grandes gêneros literários da Sagrada Escritura. Caracteriza-se
por ter presente o termo grego makarioi que pode ser traduzido como bemaventurado,
bendito, ditoso, feliz ou como o fazemos aqui, abençoado... Com
o presente de Deus.
Outros textos bíblicos para confrontar: Lc 6,20-23; Sal 37,11; Is 61,2-3 e
Amós 8,11-12.
Para continuar aprofundando estes temas, você pode olhar na sua Bíblia o
termo a expressão voz “Santidade, santo”.
Perguntas para a leitura
· Quantos estão seguindo o Senhor?
· De que lugares eles vêem?
· O que faz Jesus quando vê tanta gente?
· O que fazem os discípulos?
· Por que Deus abençoa os que confiam n’Ele?
· O que faz Deus com as pessoas que sofrem?
· Que virtude é necessária para receber a terra prometida?
· Que “prêmio” receberão os que buscam a justiça verdadeira
que somente vem de Deus?
· O que acontece com os que são compassivos?
· Quem verá a Deus?
· Como se chama aqueles que trabalham sinceramente pela paz no mundo?
· Quem formará parte do Reino de Deus?
· O que acontecerá ao que seja maltratado ou caluniado pelo fato de ser discípulo do
Senhor?
· Por que temos que nos alegrar e ficarmos contentes?
2 - MEDITAÇÃO
O que me diz o texto? O que nos diz o texto?
Perguntas para a meditação
· Hoje em dia, os que são do meu ambiente: seguem ou não seguem a Jesus? Buscam
ou não buscam seu ensinamento?
· Como me impacta o fato que Jesus “solenemente” suba a montanha e como um
“novo” Moisés comece seu ensinamento sobre a bênção e a felicidade que Deus nos
traz?
· Sinto que sou abençoado pelo Senhor?
· Experimento sua bem-aventurança na minha vida?
· Sou verdadeiramente feliz?
· Deixo-me ensinar por Jesus?
· Confio totalmente no Senhor? Em que coisas sim e onde me é mais difícil?
· Deixo-me consolar por Deus em meio de meus sofrimentos cotidianos?
· Sou humilde? O que eu precisaria mudar para crescer na humildade?
· Desejo sinceramente a justiça? Ou caio habitualmente nos extremos da
despreocupação pelo irmão ou o desejo de vingança?
· Busco ser compassivo com os demais?
· Tenho um coração puro...?
· Comprometo-me no trabalho pela paz?
· Mantenho-me firme ainda que me maltratem por eu ser fiel a prática sincera da
justiça?
· Sinto-me abençoado por Deus quando por causa d’Ele mesmo eu possa ser mal
compreendido, maltratado e inclusive caluniado?
· Alegro-me e ponho-me contente por saber que vou receber um grande prêmio no
céu?
3 - ORAÇÃO
O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?
Para a oração propomos um texto do Papa Paulo VI.
Gaudete in Domino I (a)
Como é sabido, há vários graus neste "feliz". Sua mais nobre expressão de alegria
ou "felicidade" em tudo, quando o homem ao nível das suas faculdades superiores, encontra
sua satisfação na posse de um bem conhecido e amado.
Assim, ele experimenta a alegria quando está em harmonia com a natureza e,
especialmente, a experiência do encontro, a participação e a comunhão com os outros.
Conhece a alegria espiritual e felicidade quando sua mente entra em posse de Deus,
conhecido e amado como o supremo e imutável bem...
... A sociedade tecnológica conseguiu multiplicar as oportunidades de prazer, mas é
muito difícil gerar alegria. Porque a felicidade tem outra origem. É espiritual. O dinheiro,
conforto, higiene, segurança material, muitas vezes faltam, no entanto, aborrecimento,
mágoa, da tristeza, infelizmente, a vida de muitos.
Trata-se de uma Encíclica do ano 1975, chamada Gaudate in Domino (“Alegrem se
no Senhor”). O papa busca definir ou ao menos descobrir a autêntica felicidade ou alegria do
homem. Estas reflexões lidas serenamente iluminam nosso texto bíblico para que possamos
fazer a oração.
4 - CONTEMPLAÇÃO
Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?
Para a contemplação propomos duas frases de dois santos que de maneira particular
nos iluminam sobre o tema das bem-aventuranças que hoje partilhamos:
· Um santo triste é um triste santo
SANTA TERESA DE ÁVILA (monja espanhola, 1515-1582)
· Fazemos consistir a santidade em estar sempre alegres.
SANTO DOMINGO (aluno de São João Bosco, 1842-1857)
5 - AÇÃO
Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?
Proposta pessoal
· Eleger uma das “bem-aventuranças” para ter presente de maneira particular, no
próximo mês, buscando acrescentar e cultivar com a ajuda de Deus.
Proposta comunitária
· Em teu grupo de amigos, estabelecer um debate sobre a alegria e a felicidade nos
ambientes juvenis. Pode-se fazer, a partir da reflexão, com estas frases que aqui lhes
apresentamos: o que pensam? Estão de acordo? Em que sim e em que não? Por que
sem ou por que não?
FRASES:
· Ser feliz significa poder perceber-se a si mesmo sem temor
PAUL KLEE (pintor suiço, 1879-1940)
· As mais excelsas, as mais variadas e duradouras alegrias são as espirituais
ARTHUR SCHOPENHAUER (filósofo alemão, 1788-1860)
· A verdadeira felicidade só se adquire pela contemplação da verdade
DANTE ALIGHIERI (poeta italiano, 1265-1321)
· O mundo está cheio de pequenas alegrias; a arte consiste em saber distinguilas
LI-PO (poeta chinês, 698-762)
· A única maneira de multiplicar a felicidade é compartilhá-la
PAUL SCHERRER (físico suiço, 1890-1969)
· A felicidade consiste em fazer o bem
ARISTÓTELES (filósofo grego, 384-322)
· A alegria é o secreto gigante do Cristianismo
GILBERT CHESTERTON (escritor britânico, 1874-1936)
· A alegria é a pedra filosofal que tudo converte em oro
BENJAMIM FRANKLIN (filósofo y físico
Estados Unidos, 1706-1790)
· A alegria não está nas cosas, senão em nós
RICHAR WAGNER (músico e poeta alemão, 1813-1883)
· Minha felicidade é aumentar a dos demais
ANDRÉ GIDE (escritor francês, 1869-1951

terça-feira, 20 de outubro de 2009

30º Domingo Comum - Ano B - Marcos 10, 46-52

LECTIO DIVINA
Domingo 25 de Outubro de 2009

1 - LEITURA

O que diz o texto?

Indicações para a leitura

Queridos lectionautas:

Mais uma vez, a Palavra de Deus nos presenteia uma cura milagrosa realizada pelo Senhor que vem revelar definitivamente a presença do Reino entre os homens.

Jesus continua caminhando com seus discípulos e passa pela cidade de Jericó. Muita gente o acompanha. À beira do caminho havia um cego chamado Bartimeu que pedia esmola. Ele escuta que Jesus está passando por ali e começa a gritar, pedindo que o ajude e tenha compaixão dele já que Jesus é o Messias. A multidão, que muitas vezes se mete onde não deve, com atitude comedida, começa a querer calar o cego... Por quê? Não sabemos... Talvez por “pudor humano”, para não incomodar o Mestre... Mas sem dúvida, Bartimeu não só não se cala, mas grita com mais força... Sabe, intui, percebe que Jesus é o único que pode salvá-lo...

O Senhor para e pede que o chamem. A multidão o chama e agora lhe diz umas palavras muito bonitas: “Não tenha medo! Levanta-te! Ele te chama!” O relato é sumamente gráfico na resposta do cego. Em primeiro lugar, joga seu manto, algo que era muito importante para os que viviam na rua na época do Senhor: durante o dia, servia para por a esmola que pediam e à noite para cobrir-se. O cego joga-o... Em segundo lugar, levantou-se num pulo. Realiza um gesto exagerado para sua situação de não vidente… Porém tudo está a serviço do terceiro elemento que é aproximar-se, com entusiasmo e esperança no Senhor.
É também sumamente interessante a atitude do Senhor. Perante o cego, vai reagir com uma pergunta: “que queres que eu te faça?”. A resposta do cego é simples e não se deixa esperar: “Mestre, que eu veja”.

Jesus sem muitas voltas e apelando à fé – confiança do cego lhe dirá que pode ir tranquilo dado que está curado. Diz-nos o texto que imediatamente pode ver outra vez e, o que é muito importante, que segue o Senhor pelo caminho.

Saiba que: Jericó é uma cidade muito antiga que está situada no vale do Jordão muito perto da desembocadura deste rio no norte do Mar Morto.

Outros textos bíblicos para confrontar: Mt 20,29-34; Lc 18,35-43; Jo 9,1-40.

Para continuar aprofundando estes temas, localize na sua Bíblia os reinos de Israel e de Judá, como também a cidade de Jericó.

Perguntas para a leitura

Por onde estão passando Jesus e seus discípulos?
Há outras pessoas?
Como se chama o cego que pede esmola?
O que faz o cego quando ouve que Jesus está passando perto dele?
O que lhe diz Jesus?
Como reage a multidão, o que tenta fazer?
Como responde Bartimeu?
O que faz então o Senhor?
O que diz a multidão ao cego?
O que faz o cego quando lhe dizem que Jesus o chama?
O que pergunta Jesus a Bartimeu?
O que responde o cego ao Senhor que o interrogou?
O que diz finalmente Jesus a Bartimeu?
O que acontece ao cego?
Que atitude toma uma vez que recuperou a vista?

2 - MEDITAÇÃO

O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

Perguntas para a meditação

Em quais situações da vida experimento que estou cego? Quais são minhas cegueiras espirituais?
O que é o que “deveria ver” e “não vejo”?
O que Deus e os irmãos me mostram como “evidentes” e, sem dúvida, me custa ver?
Busco ajuda em meio a minhas “cegueiras”? A quem peço ajuda?
Encontro no Senhor o único que pode libertar-me de minhas cegueiras?
Atrevo-me a gritar como Bartimeu pedindo o auxílio do Senhor?
O que implica para mim hoje dizer a Jesus: tem compaixão de mim e ajuda-me?
Quando alguém necessita de ajuda: permito que se aproxime de Jesus ou realizo o mesmo que faz a multidão num primeiro momento que tenta calar o cego que pede auxílio divino?
Insisto pedindo a compaixão do Senhor ou me canso facilmente?
Como me sinto sabendo que o mestre me chama?
Sou capaz de ir rapidamente ao encontro do Senhor?
O que implicaria para mim hoje “jogar o manto” e “dar um pulo” para aproximar-me de Jesus?
Deixo que Jesus me interrogue, me pergunte o que realmente estou necessitando?
Tenho a humildade de dizer a Jesus: “Mestre, que eu veja?
Sinto-me “curado” da minha cegueira pelo Senhor?
Uma vez curado por Jesus: sigo-o pelo caminho?

3 - ORAÇÃO

O que lhe digo? O que lhe dizemos?

Para suscitar a resposta da oração apresentamos um salmo:
146 (145)

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Para a contemplação podemos tomar a frase que com muita humildade diz Bartimeu ao Senhor:
· Em meio a minhas cegueiras... Mestre, que eu veja.
· Em meio a minhas escuridões... Mestre, que eu veja.
· Em meio a minhas trevas... Mestre, que eu veja.

5 - AÇÃO

Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?

Proposta pessoal

Escolher alguma das “cegueiras” detectadas no momento da meditação, para apresentá-la de maneira particular ao Senhor, assumindo o compromisso de responder a sua graça com uma firme vontade de querer ser curado.

Proposta comunitária

Há um ditado que diz: “Não há pior cego que aquele que não quer ver”. Com teu grupo de jovens reflita sobre este ditado popular com relação ao Evangelho deste Domingo… que relações se podem dar?

sábado, 17 de outubro de 2009

29º Domingo Comum - Ano B - Marcos 10,35-45

LECTIO DIVINA
Domingo 18 de Outubro de 2009

1 - LEITURA

O que diz o texto?

Indicações para a leitura

Queridos irmãos:
O texto que acabamos de ler está imediatamente depois do terceiro anúncio da paixão que Jesus faz no Evangelho segundo São Marcos (10,32-34). É realmente surpreendente perceber como os discípulos do Senhor não entendem nada do que está se passando. Jesus fala de sua paixão e eles não compreendem nada disto, estão pensando em outras coisas.
Tudo começa com o pedido de Tiago e João, filhos de Zebedeu. Aproximam-se do Senhor e lhe pedem o favor de estar um à direita e outro à esquerda quando Jesus estiver em seu Reino de poder. Os discípulos ainda pensam que Jesus é um “Messias” político ou social que vem realizar uma “revolução” política, mais, segundo os critérios do mundo. Não compreenderam que a “revolução” de Jesus é profundamente espiritual. É por isso que o Senhor lhes responderá: “Vós não sabeis o que pedis...”.
Sem dúvida, imediatamente, o Senhor lhe faz uma pergunta: estão dispostos ou não a sofrer o mesmo que acontecerá com Ele. Eles muito seguros dizem que sim. Jesus toma a palavra e confirma que vão sofrer muito, porém esclarece também que é o Pai o que decide quem vai ficar a sua direita e a sua esquerda no Reino de Jesus.
Parece que os outros discípulos participaram da conversação. Chatearam-se com os irmãos Zebedeu... Mas porque ficaram indignados? Porque o pedido dos irmãos não tem sentido ou porque eles desejavam também ocupar aquele lugar? O texto não esclarece isso, porém pela explicação posterior de Jesus feita a “todos”, parece que os outros dez não estavam muito longe do que apresentaram Tiago e João.
Jesus fará então uma excelente catequese sobre o tema do poder e da autoridade. Os chefes governam com uma autoridade absoluta e não deixam permissão para nada, impõem mal sua autoridade... Porém, entre os discípulos do Senhor não deve acontecer isto: o que quiser estar no centro do poder e da autoridade deverá ter a atitude do servidor, do servo... Quem é o exemplo e modelo desta atitude? O mesmo Senhor, o Filho do Homem, que não veio para ser servido mas para servir e resgatar os irmãos do pecado.

Saiba que: Junto com Pedro, os irmãos Tiago e João aparecem muitas vezes os três juntos acompanhando a Jesus em momentos muito intensos e particulares de seu ministério. Por exemplo: Mc 1,19; 1,29; 3,17; 5,37; 9,2; 13,3; 14,33.

Outros textos bíblicos para confrontar: Mt 20,20-28; Lc 22,24-27.

Perguntas para a leitura

Quem se aproxima de Jesus no começo do relato?
O que perguntam ao Senhor? O que lhe pedem?
Como reage Jesus? O que lhes responde?
Que “contra-pergunta” lhes faz o Mestre?
O que respondem Tiago e João?
Como conclui o Senhor o diálogo começado com os filhos de Zebedeu?
O que acontece depois?
Qual é o sentimento e a atitude dos outros dez discípulos com relação a Tiago e João?
Porque estão furiosos os outros dez?
O que faz Jesus?
Para quem fala: para os dois irmãos ou para todos os discípulos?
O que lhes diz? Qual é o conteúdo de sua explicação, de sua catequese?
Que comparação faz o Senhor?
Quem é o modelo e exemplo absoluto de entrega e de serviço pelos demais homens?

2 - MEDITAÇÃO

O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

Perguntas para a meditação
O que eu peço a Jesus?
Como está hoje minha oração de pedido ao Senhor?
Peço ao Senhor coisas que não convêm como fazem neste texto Tiago e João?
Penso como Tiago e João, que ser discípulo do Senhor implica um “privilégio” segundo os critérios deste mundo?
Gosto sempre de buscar “os primeiros lugares”?
Tento “acomodar-me” para ter boa vida?
O que penso da resposta de Jesus aos irmãos Zebedeu? Como me afeta hoje essa resposta segundo minha própria situação?
Chateio-me com as atitudes imaturas e incorretas dos demais? Em que aspectos me afetam? Se me chateio: por quê?
Sinto-me parte daquele “todos” (versículo 42) que Jesus chama para dar-lhes catequese?
O que acontece hoje em dia com os que nos governam? Acontece algo parecido ao que descreve o Senhor? Em quais coisas sim e em que coisas não?
Existe hoje o “autoritarismo” ou o abuso de autoridade? Em que âmbitos? De que forma?
O negativo do abuso de autoridade: se dá também em minha vida? Em nossa vida?
Como se exerce a autoridade em minha família? Em meu grupo de amigos? Na Igreja? Exerce-se com atitude de humildade e serviço ou com “autoritarismo”?
Como exerço eu a pouca ou muita autoridade que possa chegar a ter em minha vida segundo minhas próprias responsabilidades? Busco o que prime a entrega, o serviço e a humildade? Ou me deixo “contagiar” pelos critérios do mundo?
Tomo a Jesus, o Senhor, como modelo de entrega e de serviço?

3 - ORAÇÃO

O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?

Para nossa oração a Deus que prepara o exercício do último passo da Lectio Divina que é a ação, propomos um número do Documento de Aparecida do Episcopado Latino-americano e do Caribe.

Documento de Aparecida 14

Aqui está o desafio fundamental que contrapomos: mostrar a capacidade da Igreja de promover e formar discípulos que respondam à vocação recebida e comuniquem em todas as partes, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo. Não temos outro tesouro a não ser este. Não temos outra felicidade nem outra prioridade que não seja sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências. Este é o melhor serviço – seu serviço! – que a Igreja tem que oferecer às pessoas e nações.
Marcamos a oração final deste parágrafo dado que é ali onde se insiste na atitude de serviço que tem que ter a Igreja e, pelo tanto, é a atitude de todos os discípulos missionários.

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Para favorecer a contemplação com este texto bíblico pode ajudar tomar a segunda parte do versículo 43 recriando-o da seguinte maneira em primeira pessoa do singular:
·Se quero ser importante, terei que servir aos outros...
Repeti-lo ritmicamente e pensando nas situações de vida que surgiram à luz da meditação e da oração.

5 - AÇÃO

Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?

Proposta pessoal

Escolher uma atitude de serviço aos irmãos: simples, habitual e realizável. Assumir o compromisso de realizá-la sempre que o Senhor ponha esta situação no horizonte de nossa vida.

Proposta comunitária

Realizar um encontro com teu grupo de amigos para dialogar e confrontar este tema da autoridade no mundo atual. Conversar sobre o que se vê no mundo circundante e o que se percebe no próprio ambiente juvenil… quanto longe se está da proposta de Jesus…?

sábado, 3 de outubro de 2009

28º Domingo Comum - Ano B - Marcos 10,17-30


LECTIO DIVINA
Domingo 11 de Outubro de 2009

1 - LEITURA

O que diz o texto?
Indicações para a leitura
Queridos amigos:
O texto que acabamos de partilhar tem quatro partes bem diferenciadas, porém profundamente relacionadas entre si:
· O episódio do homem rico (versículos 17-22).
· Reflexão acerca dos ricos (versículos 23-25).
· Catequese sobre o dom da salvação (versículos 26-27).
· Comentários sobre a “sorte” dos discípulos do Senhor (versículos 28-30).
Na primeira parte, aproxima-se de Jesus um homem de maneira muito intempestiva e ansiosa: chega correndo, se ajoelha e lhe pergunta o que deve fazer para ter a vida eterna. Como o homem o tenha chamado “bom mestre”, Jesus “joga” com a expressão para deixar claro que Ele é realmente bom porque é Deus e só Deus é totalmente bom. O Senhor lhe recorda alguns dos mandamentos e o homem lhe diz que os cumpriu desde que era criança... Então Jesus o convidará a segui-lo, dizendo-lhe que venda tudo o que tem, distribua o dinheiro entre os pobres para segui-lo como discípulo dileto. Porém, o homem não pôde fazê-lo... Ficou triste e foi embora desanimado porque era muito rico...
Este episódio favorece a uma reflexão do Senhor com relação aos “ricos”. Jesus vai dizer que é muito difícil para alguém que possua muitos bens poder aceitar a Deus como seu Senhor e Rei. Perante a surpresa de seus discípulos insistirá na idéia de que é muito difícil entrar no Reino de Deus. Põe um exemplo praticamente impossível: o de que um camelo passe pelo buraco de uma agulha. Porém, o exemplo não é para marcar amargamente a realidade senão para dar lugar a Deus que é o único que pode fazê-lo. E passamos ao ponto seguinte…
Em terceiro lugar, Jesus apresenta a salvação como um dom de Deus. Ninguém pode salvar a si mesmo: “para os homens, isso é impossível”; porém não o é para o Senhor porque “para Deus tudo é possível”. Deus é quem nos salva...
Por último, a reflexão se concentra em Pedro que recorda ao Senhor que ele e os demais apóstolos o deixaram tudo para segui-lo. Jesus lhes ratifica que ao que deixa tudo para anunciar a boa nova do Reino para receber seu premio, nesta terra receberá o cento por um, além disso, e, sobretudo, a vida eterna em Deus.

Saiba que: este texto normalmente é intitulado o “jovem rico”. Sem dúvida, em nenhum momento se falou de um jovem, mas sim de um “homem”. O título foi tomado da versão do texto Segundo São Mateus (19,20) que sim fala de um “jovem” rico.

Outros textos bíblicos para confrontar: Mt 19,16-26; Lc 18,18-27; Ex 20,12-16; Dt 5,16-20; Zc 8,6-7.


Perguntas para a leitura
O que Jesus estava fazendo?
Quem aparece em seu caminho?
Como chega o homem até Jesus?
O que lhe diz?
O que surpreende Jesus com relação ao que o homem lhe diz?
O que recorda o Senhor ao homem?
O que cumpriu desde criança?
Como olha Jesus ao homem?
O que propõe o Senhor?
O que faz o homem?
Quais sentimentos invadem seu coração? Por que fica assim?
Como segue o episódio?
O que dirá o Senhor?
Que impacto tem esta novidade que diz o Senhor a seus discípulos?
Como continua a reflexão do Senhor?
O que lhe vão perguntar então diretamente seus discípulos?
O que lhes responde o Mestre a esta questão?
Para quem tudo é possível…?
O que lhe diz Pedro ao Senhor em nome de todos os discípulos?
O que lhe responde Jesus?

2 - MEDITAÇÃO

O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

Perguntas para a meditação

Saio ao encontro de Jesus nos diversos momentos de minha vida?
Tenho a preocupação de ficar diante da presença do Senhor para prostrar-me e dialogar com Ele?
Animo-me a perguntar-lhe que é o que devo fazer para ter a vida eterna?
Escuto o que Ele me responde em sua Palavra?
Deixo que Jesus me recorde os mandamentos?
Cumpro ou não cumpro os mandamentos da lei de Deus?
Deixo que o Senhor me olhe com amor?
Em quais circunstâncias particulares de minha vida experimentei ou experimento que Jesus me olha com amor?
Como reajo quando o Senhor me pede que me entregue totalmente a Ele deixando aquelas coisas que hoje me dão segurança?
Quais coisas deverei deixar hoje para seguir integralmente ao Senhor?
Deixo-me invadir pela mediocridade que ambienta nosso mundo contemporâneo?
Ponho-me triste e me desanimo perante a proposta de Jesus? Por quê?
O que faço hoje perante o convite do Senhor? Tenho a atitude do homem rico ou me lanço adiante com coragem, sabendo que Jesus me dará as forças necessárias para poder segui-lo fielmente?
Que tipo de “riquezas” me prendem hoje? Posso me “soltar” dessas riquezas para seguir o Mestre, ter vida eterna e salvar-me?
Descubro que Deus é o único que pode me salvar?
Creio que “me salvo” por meu esforço humano ou me abro em primeiro lugar ao dom de Deus, a sua graça em minha vida?
O que penso da promessa de Jesus a Pedro? Poderá acontecer em minha vida?
3 - ORAÇÃO

O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?

Para rezar com o texto podemos tomar os mandamentos da lei e revisar nossa resposta de fidelidade a Deus em seu cumprimento na vida cotidiana.

Ex 20,1-17

Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou. Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Para a contemplação, hoje mais do que nunca devemos tomar a primeira parte do versículo 21: Jesus olhou para ele com amor…
Repetir o versículo em primeira pessoa do singular de maneira rítmica para fazê-lo carne em nosso coração:
· Jesus olhou para ele com amor... Jesus me olha com amor…

5 - AÇÃO

Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?

Proposta pessoal

Refletir sobre as possíveis “riquezas” que hoje me afastam de Jesus para poder deixá-las de lado. Posso deixar algo do que hoje me “prende”? Pensar nos passos que posso começar a dar hoje.

Proposta comunitária

Refletir com teu grupo com relação às dificuldades que encontram em suas vidas para seguir seriamente como discípulo do Senhor. Quais são os principais obstáculos? Dialogar com relação às possíveis ações para tirar o que nos impede um decidido seguimento do Senhor.