domingo, 13 de setembro de 2009

25º Domingo Comum - Ano B - Mc 9,30-37

LECTIO DIVINA
Domingo 20 de Setembro de 2009

1 - LEITURA
O que diz o texto?
Indicações para a leitura
Queridos irmãos:
O texto deste Domingo tem duas partes bem diferenciadas. A primeira é o segundo anúncio da morte de Jesus realizado pelo próprio Senhor. A segunda parte é uma reflexão que se apresenta com relação a quem seria o mais importante.
Depois da cura do epiléptico, Jesus e seus discípulos seguem seu caminho pela região da Galileia. Quer dedicar tempo particular para formar seus discípulos. Este ensinamento se concentra no que já partilhamos no texto da semana passada: Jesus será entregue nas mãos dos líderes do povo que o irão matar, porém ao terceiro dia, ressuscitará. O que Jesus diz é muito profundo e forte em sua natureza humana. Sem dúvida, os discípulos não conseguem compreender o que o Senhor lhes tenta comunicar. Não entendem e não se atrevem a perguntar. Porém, o mais dramático é que eles estão em outra sintonia com relação ao que Jesus lhes está dizendo. Isto é a segunda parte de nosso relato.
Quando chegam a Cafarnaum, Jesus lhes pergunta do que falavam no caminho. A vergonha se apodera deles que não podem contestar nada dado que sua preocupação era saber quem era o mais importante dentre eles. Ora, no mesmo momento em que o Senhor lhes abre o coração e lhes conta o que vai padecer, eles estão disputando o grau de importância… Realmente é patético…
Porém, Jesus não se cansa, senta-se a ensinar novamente, chama os doze e lhes diz que se alguém quiser ser o mais importante deve aprender a ocupar o último lugar, sendo servidor de todos. Para ratificar seu ensinamento sobre o serviço realiza um sinal. Traz uma criança para junto de si e lhes diz que se aceitarem a uma criança aceitam a Ele, e que se aceitam a Ele aceitam a Deus Pai que o enviou. A criança é absolutamente dependente de seus pais. Este é o modelo de grandeza: ser absolutamente dependente do Pai Eterno dos Céus. Jesus lhes pede para que deixem de falar e discutir por questões secundárias e se concentrem no que realmente é importante. A “criança” passa a ser o modelo de “grandeza”, o pequeno faz questionar a quem quer ser “grande” segundo os critérios do mundo. Os discípulos deverão aprender muito de seu Mestre para estar à medida da missão que o mesmo Senhor lhes vai encomendar.

Saiba que: em alguns grupos do Judaísmo da época de Jesus as crianças eram consideradas um pouco “indignas” porque ao não poder “ler e conhecer” a lei, constantemente a estavam infringindo. Sobretudo quanto à pureza ritual: não lavar-se quando correspondia, tocar coisas consideradas “impuras”. É chamativo e “revolucionário” que em nosso texto, Jesus “a tome em seus braços” e a ponha como elemento essencial para ser realmente grande.

Outros textos bíblicos para confrontar: Mt 17,22-23; Mt 18,1-5; Lc 9,43-48; Mt 10,40; Sal 8,2; Pr 22,6.
Perguntas para a leitura
Por onde anda Jesus?
Com quem novamente anda?
O que fazem no caminho?
Estão com muitas pessoas? Por quê?
O que ensina Jesus a seus discípulos?
Entendem os discípulos o ensinamento de Jesus? Perguntam ao Senhor as coisas que não compreendem?
Aonde chegam depois do recorrido?
O que lhes pergunta Jesus?
Por que não respondem à pergunta do Senhor? Por que lhes dá “vergonha” falar?
O que faz então Jesus?
Qual é o conteúdo de seu ensinamento?
Qual deve ser a atitude do que quer ser “maior”?
O que faz o Senhor? A quem chama e põe no centro da cena?
O que lhes diz finalmente Jesus?

2 - MEDITAÇÃO

O que me diz o texto? O que nos diz o texto?
Perguntas para a meditação
Deixo que Jesus caminhe comigo? O acompanho em seu caminho e me deixo guiar por Ele em meus caminhos?
Me “retiro” com Jesus sozinho para que Ele me ensine sua Palavra?
Sinto-me privilegiado em ser seu discípulo sabendo que sempre me dedica um tempo especial para escutar-me e ensinar-me?
O que me ensina hoje Jesus? O que pode me estar dizendo de modo particular segundo as situações de vida que estou atravessando?
Como aceito isto de que “o Filho do Homem será entregue e o matarão”?
Integro em minha vida a realidade de que a salvação passa pela morte de Jesus na cruz e pela ressurreição?
Entendo para minha própria vida que para chegar à ressurreição há que passar pela cruz e a morte?
Custa-me compreender os desígnios de Deus para minha própria vida?
Aceito a vontade de Deus? Em quais aspectos tenho mais dificuldade aceitar?
De que coisas “falo” no caminho da vida com meus familiares e amigos? Quais são as preocupações que mais acataram meus pensamentos e conversações ultimamente?
Tenho em minha mente preocupações muito secundárias ou inúteis?
Estou preocupado por quem seja o “maior”, isto é, quem se destaca mais ou é mais valorizado em minha família, em meu grupo e em meu ambiente?
Esta preocupação por estar olhando sempre quem é o maior me leva a situações de invejas, ciúmes e concorrências desmedidas?
Como impactam em mim hoje as palavras do Senhor “Se algum de vocês quiser ser o mais importante, deverá ocupar o último lugar e ser o servidor de todos os outros”?
Deixo que Jesus me instrua no caminho da correta humildade?
Quais implicâncias têm para mim ser “servidor” de meus irmãos?
Quero ter seriamente um “coração de criança” para entregar-me sempre nos braços fortes e seguros do Pai eterno dos Céus?
Aceito Jesus como o Enviado do Pai que vem a minha vida para dar-me a salvação?

3 - ORAÇÃO

O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?
A última parte do texto nos convida a buscar o último lugar. Isto é, não é nem mais nem menos que “humildade”. Por isso, propomos para a oração utilizar uma frase - definição de humildade que nos presenteia Santa Teresa de Jesus (1515-1582, religiosa e mística espanhola). Ela diz:
“Humildade é andar na verdade”
Tenhamos presente esta concisa e clara descrição da humildade para poder orar com o texto. A autêntica humildade não é “calar-se e esconder-se” senão que tem que ver com isto de “andar na verdade”.

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?
Para contemplar todo o mistério da revelação de Deus no texto deste Domingo propomos tomar o versículo 2 do Salmo 8 que nos faz entrar na dinâmica da reflexão de fazer-nos como crianças:

Com as primeiras palavras dos pequeninos,
E com os cantos das crianças maiores,
Construíste uma fortaleza por causa de teus adversários.
Assim reduziste ao silêncio teus inimigos que buscam vingança.

Percebamos como se contrastam a realidade das “criancinhas” e as “crianças maiores” com os “inimigos que buscam vingança”.

5 - AÇÃO
Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?

Proposta pessoal
Buscar de maneira concreta e pontual a possibilidade de viver algum tipo de serviço para com os irmãos. Pode ser algo “novo” ou, talvez melhor, realizá-lo no próprio ambiente de vida. Fazê-lo em silêncio e com alegria interior…

Proposta comunitária
Dialogar em teu grupo de jovens com estas frases sobre a humildade. O que pensam sobre cada uma? Em que estão de acordo ou talvez não? Conhecem outras frases ou “definições” de humildade?
Humildes são aqueles que reconhecem que é comum a todos a verdade (Santo Agostinho).
Quando não há humildade, as pessoas se degradam (Agatha Christie).
Os rios mais profundos são sempre os mais silenciosos (Quinto Curcio).
O orgulho divide a humanidade, a humildade o une (J. B. Lacordaire).
Quanto maiores somos na humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza (R. Tagore).

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