segunda-feira, 27 de julho de 2009

18º Domingo do Tempo Comum – Ano B - João 6, 24-35

LECTIO DIVINA
Domingo, 2 de Agosto de 2009
Autor: Pe. Gabriel Mestre
Tradução: Pe. Carlos Henrique
lectionautas.com

1 - LEITURA

O que diz o texto?
Indicações para a leitura

Queridos amigos:
Neste Domingo, continuamos a leitura do capítulo 6 do Evangelho segundo São João. Recordamos de forma esquemática a estrutura de tal capítulo para poder ir localizando bem os diferentes textos que o compõem:
· Versículos 1-15: Sinal da multiplicação dos pães e dos peixes.
· Versículos 16-21: Jesus caminha sobre as águas.
· Versículos 22-59: Discurso do Pão da Vida propriamente dito.
· Versículos 60-71: Reflexões sobre a atitude dos discípulos com relação a seu seguimento ao Senhor.
Hoje tomamos uma primeira parte do chamado Discurso do Pão da vida, do versículo 24 ao 35. A multidão, que ficou maravilhada pela multiplicação dos pães e dos peixes realizada pelo Senhor, busca ardentemente, encontrar-se com o Senhor e consegue achá-lo do outro lado do lago. Quando se encontram, as palavras do Mestre revelam com clareza a atitude superficial dos que o buscam. O Senhor lhes repreende que o busquem porque estão satisfeitos pelo que comeram e não porque tenham compreendido o sinal da multiplicação dos pães e dos peixes. Aconselha-lhes, então, que não se preocupem tanto pela comida que acaba, mas sim pela que é duradoura e dá vida eterna.
Esta “comida” é Jesus quem a dá. Parece que a multidão fica interessada no que o Senhor lhe diz e por isso, pergunta-lhe o que é que devem fazer. Jesus lhe responde firmemente que o que Deus quer é que acreditem Nele, no Filho que o Pai dos Céus enviou.
Mas o povo lhe pede um sinal que confirme que isto é verdade... Mais uma vez, fica evidente que não compreenderam o sentido da multiplicação dos pães e dos peixes. Continuam conversando e depois de algumas idas e vindas, o Senhor termina se revelando como o pão que dá vida. O que confia em Jesus nunca mais terá fome nem sede.
A pedagogia do Senhor conduziu a multidão desde a necessidade do pão material de cada dia até a capacidade de levantar os olhos e poder descobrir um “pão espiritual” que sacia os anseios mais profundos do coração.
Se bem que já se podem esboçar aspectos eucarísticos nesta parte do discurso do Pão da Vida, entretanto não se encara totalmente o que acontecerá nos próximos versículos. Aqui a ênfase cai em Jesus como Pão para todos os que creem, os que têm fé em seu poder como o Filho de Deus entre os homens.


Saiba que: no Antigo Testamento se narra como quando o povo de Deus saiu do Egito, estava no deserto, experimentou a fome e Deus o alimentou com o maná. O Evangelho de João retoma todos estes relatos e os apresenta como uma antecipação do que acontece com o Senhor que dá a seu povo um alimento para que sacie sua fome eternamente.

Outros textos bíblicos para confrontar: Sl 78,34; Mt 16,1-4; Lc 11,29-32; Mc 10,17.

Para continuar aprofundando estes temas, você pode olhar no Índice Temático de sua Bíblia o termo “Pão”.

Perguntas para a leitura
Como começa o relato?
O que faz a multidão?
O que faz Jesus?
O que a multidão pergunta a Jesus quando o encontra?
Por que Jesus repreende à multidão que andava buscando-o?
Com qual pergunta a multidão responde à repreensão de Jesus?
O que lhe propõe Jesus?
O que então a multidão exige do Senhor?
O que argumentará o Mestre perante estas exigências?
Como se revela Jesus? Como se define?
O que pede finalmente a multidão ao Senhor?
Qual última certeza lhe dá o Mestre para o que realmente confia Nele?

2 - MEDITAÇÃO

O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

Perguntas para a meditação
Saio à procura do Senhor?
Onde encontro Jesus hoje?
Com qual atitude busco o Senhor? Serenidade, confiança, segurança… ou o busco desesperadamente, exaltadamente?
Com relação a quê hoje Jesus pode me “repreender”? Em que estou “falhando”?
Tenho a tentação de buscar o Senhor somente quando me concedeu algo preciso e pontual que lhe pedi?
Preocupo-me só com as coisas desta terra, ou sou realmente capaz de levantar o olhar para as coisas de Deus e de seu Reino?
Quais coisas ocupam mais meu tempo e minha vida hoje?
Descubro a “autoridade” de Jesus? Em quais coisas? Dou crédito em minha vida a seu poder messiânico?
Aceito o convite de Jesus pra acreditar Nele?
“Exijo provas” ao Senhor para crer e confiar entregando-lhe minha vida?
Animo-me a dizer com a multidão: “Senhor, dá-nos sempre deste pão”?
Creio e confio em Jesus que hoje a mim se revela como Pão da vida para nunca mais ter fome nem sede?

3 - ORAÇÃO

O que digo a Deus?
O que dizemos a Deus?

Para a oração, utilizaremos a primeira leitura deste Domingo.

Ex 16,2-4.12-15
Partiram de Elim, e toda a congregação dos filhos de Israel veio para o deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês, depois que saíram da terra do Egito. Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto; disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão. Então, disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não.
Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: Ao crepúsculo da tarde, comereis carne, e, pela manhã, vos fartareis de pão, e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso Deus. À tarde, subiram codornizes e cobriram o arraial; pela manhã, jazia o orvalho ao redor do arraial. E, quando se evaporou o orvalho que caíra, na superfície do deserto restava uma coisa fina e semelhante a escamas, fina como a geada sobre a terra.
Tenhamos presente como o Senhor alimenta a seu Povo no AT. Este episódio é sinal do que agora Jesus está apresentando em Jo 6.

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem?
Como interiorizamos a mensagem?

Para a contemplação, utilizaremos a frase dos interlocutores de Jesus:

Senhor, dá-nos sempre deste pão.
Senhor, dá-nos sempre deste pão.
Vamos repetindo rítmica e serenamente.



5 - AÇÃO

Com que me comprometo?
Com que nos comprometemos?

Proposta pessoal
Redescobrir Jesus cada dia como Deus e Senhor que alimenta minha alma e meu espírito.

Proposta comunitária

Iniciar um diálogo com os outros jovens com relação à “identidade” de Jesus: Quem é Jesus para cada um?

terça-feira, 21 de julho de 2009

17º Domingo Comum B - João 6,1-15



LECTIO DIVINA
Domingo, 26 de Julho de 2009
Autor: Pe. Gabriel Mestre
Tradução: Pe. Carlos Henrique

1 - LEITURA

O que diz o texto?
Pistas para a leitura

Queridos servidores da Palavra:
Neste domingo, deixamos o evangelho de Marcos para ler no espaço de cinco finais de semana o evangelho de João.
Visto que Marcos entre os sinóticos é o mais curto dos três, a liturgia da Igreja intercala estes textos de João os quais vamos partilhar. Assim, consegue-se completar o tempo durante o ano do ciclo B que tem fundamentalmente a Marcos como evangelho protagonista.
O relato que hoje nos é oferecido é o que é chamado normalmente “a multiplicação dos pães e dos peixes”. O chamativo deste episódio é que ele aparece seis vezes no Novo Testamento: duas vezes em Mateus, duas vezes em Marcos, uma vez em Lucas e uma vez em João (o que hoje lemos). É óbvio que este episódio foi muito significativo para os primeiros discípulos de Jesus que quiseram conservá-lo em seis lugares do Novo Testamento.
Jesus vai ao outro lado do mar da Galileia e muita gente o segue pelos sinais maravilhosos que realizou fundamentalmente curando os doentes. Aproximando-se a festa da Páscoa, Jesus vai com seus discípulos a um monte e ao perceber a quantidade de gente que há, pergunta retoricamente a Filipe onde se pode comprar comida para a multidão. Filipe com um pensamento calculador responde que obviamente não há dinheiro suficiente para alimentá-la. Neste momento, entra em cena André que apresenta um menino que tem cinco pães e dois peixes, mas claramente sabe que isso é absolutamente insuficiente para poder dar de comer à multidão.
Jesus manda que o povo se sente na erva e tomando os pães e os peixes em suas mãos, reza em atitude de ação de graças e distribui a todos que estavam sentados: uns cinco mil homens! O interessante não é o fato de todos terem se alimentado senão que além disso nos é narrado que ficaram satisfeitos e que sobraram doze cestos cheios.
Ao perceber este sinal, todos os que participaram se deram conta que Jesus era realmente o “profeta que tinha que vir ao mundo”. Por isso, a multidão quis apoderar-se de Jesus para fazê-lo rei. Mas, Jesus se afasta deles para o alto de um monte.
O relato evoca fortemente a instituição da Eucaristia que iremos desenvolvendo nos próximos domingos.
Saiba que: o Evangelho de João descreve, como os outros evangelistas, vários sinais prodigiosos de Jesus. Porém, enquanto os sinóticos chamam a estes “milagres”, João prefere chamá-los “sinais”. Enfim, é o mesmo, em ambos os casos, há algo maravilhoso; entretanto, a palavra “sinal” convida automaticamente a não ficar só no acontecimento narrado em si, senão a descobrir nesse acontecimento o sinal de algo mais profundo que Deus quer revelar e dar a conhecer.

Outros textos bíblicos para confrontar: Mt 14,13-21; Mc 6,30-44; Lc 9,10-17.

Perguntas para a leitura

· O que faz Jesus? Até onde se dirige?
· O que faz o povo?
· Por que a multidão segue o Senhor?
· Onde está Jesus com seus discípulos?
· O que Jesus pergunta a Filipe?
· Por que lhe pergunta isso?
· O que lhe responde Filipe?
· O que André apresenta a Jesus?
· André tem um olhar otimista com os cinco pães e os dois peixes para a multidão?
· Quem tem esses cinco pães e os dois peixes?
· Quantas pessoas se calcula que havia?
· O que lhes diz Jesus uma vez que lhe apresentaram o menino com os cinco pães e os dois peixes?
· O que faz Jesus com os pães e os peixes?
· Ficaram com fome os que participaram deste sinal?
· Quantos cestos ficaram cheios com o que sobrou logo que todos comeram até saciar-se?
· O que dizem todos os que participam do sinal de Jesus?
· O que faz Jesus no final do relato? Por que se afasta sozinho para um monte?


2 - MEDITACÃO

O que o texto me diz?

· Sigo a Jesus nos seus caminhos?
· Aproximo-me para que cure meu coração do mal do pecado?
· Deixo que Jesus me interrogue?
· O que eu respondo tem um olhar muito “calculista” como o de Filipe ou sou capaz de ter um olhar mais teológico, sabendo que Jesus está ali?
· O que implica para mim hoje a atitude de André que apresenta o menino com os cinco pães e os dois peixes, porém que não confia no que Jesus pode chegar a fazer?
· Sou como este menino que apresenta a Jesus o pouco que tem para que o Senhor faça o sinal?
· Quais são hoje meus cinco pães e meus dois peixes?
· Estou disposto a oferecer a Jesus meus “cinco pães e meus dois peixes”?
· Deixo-me alimentar pela presença de Jesus até saciar-me?
· De que maneira hoje Jesus me alimenta?
· Impacta-me a superabundância de Deus que alimenta e sacia em totalidade?
· Descubro que Jesus é realmente “o profeta que devia vir ao mundo”, isto é, o Messias de Deus?
· Caio na tentação de fazer de Deus um “messias rei segundo os meus critérios”, em perspectiva só humana, social e política?


3 - ORACÃO

O que eu digo?

Visto que hoje meditamos sobre o sinal dos cinco pães e dos dois peixes, proponho para a oração umas linhas sobre a simbologia do peixe como sinal de identificação do cristianismo.
São muitos os símbolos que desde os inícios do cristianismo foram utilizados para distinguir seus membros e que ao longo dos tempos foram tendo maior ou menor aceitação. Hoje em dia o símbolo por excelência para o cristão é a cruz, porém nem sempre foi o mais difundido.
Entre as primeiras comunidades o símbolo do peixe era muito aceito e seu significado era entendido por todos; e, dado que sua grafia é simples, inclusive servia para dar-se a conhecer e avivar a fé de seus membros no ambiente de perseguição que existia.
O significado mais difundido do peixe como símbolo é sua palavra grega: “IChThUS” cujas letras representam as iniciais da frase: “Iesous Christos Theou Uios Soter”, que significa: Iesous: Jesus; Christos: Cristo; Theou: Deus; Uios: Filho; Soter: Salvador. O significado: “Jesus, Cristo, Filho de Deus, Salvador”.
Era, pois, uma autêntica profissão de fé com um grande conteúdo na divindade e messianidade de Jesus, razão pela qual o adoravam e estavam dispostos a entregar sua vida por Ele. Por isso, tanto o símbolo como o críptico aparecem com frequência nas catacumbas. Não se tratava só de um sinal de identidade, era algo que ia mais além da própria grafia.
Tenhamos presente estes elementos que enriquecem nossa reflexão e nosso passo da oração com este texto de João onde se fala dos pães e dos peixes.


4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem?

Para contemplar o relato proponho retomar o oferecimento dos cinco pães e dos dois peixes:
· Jesus, ofereço-te os cinco pães e os dois peixes de minha pequenez.
· Jesus, ofereço-te os cinco pães e os dois peixes de minha vida humilde.
· Jesus, ofereço-te os cinco pães e os dois peixes de meus medos e debilidades.
· Jesus, ofereço-te os cinco pães e os dois peixes de...

5 - AÇÃO

Com que me comprometo?

Proposta pessoal

· Acrescentar a atitude de oferecimento nas distintas circunstâncias de minha vida. Oferecer a Deus o pouco ou o muito, o bom e inclusive o ruim para que Ele o receba e o transforme. Que o Senhor possa fazer o sinal em minha vida hoje.

Proposta comunitária

· Dialogar em teu grupo com relação aos tipos de “fome” que temos hoje: pão espiritual, pão material, pão de afeto, pão de cultura, pão de sentido da vida.... o que podemos fazer de maneira simples e precisa para “saciar” estes tipos de fome?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

16º Domingo do Tempo Comum – Ano B - Marcos 6,30-34


LECTIO DIVINA
Domingo, 19 de Julho de 2009
Autor: Pe. Gabriel Mestre
Tradução: Pe. Carlos Henrique

1 - LEITURA

O que diz o texto?

Indicações para a leitura

Queridos amigos:
Depois do episódio que partilhamos no domingo passado, o envio missionário dos Doze, Marcos intercala o relato da morte de São João Batista do versículo 14 ao 29. A Liturgia da Igreja omite o referido texto na leitura semi-contínua dos domingos e o reserva para a Festa do Martírio de São João Batista. Por isso, nos adiantamos e hoje partilhamos Mc 6,30-34 que narra o retorno dos Apóstolos depois do serviço missionário, e, que também serve de introdução para o relato da multiplicação dos pães que Marcos mostrará do versículo 35 ao 44.
Diz o texto que os Apóstolos contam ao Senhor tudo o que haviam “feito e ensinado”. Estas duas palavras, estes dois verbos, fazer e ensinar, são muito importantes porque marcam a continuidade da missão dos Apóstolos com relação à de Jesus. Nos primeiros capítulos de Marcos, é descrito um Jesus Messias que revela o Reino com “atos e palavras”, “fazendo e dizendo”, “libertando do mal e proclamando o Evangelho”. A missão dos discípulos e a missão da Igreja de Jesus por todos os séculos é a mesma: fazer presente o Reino com atos e palavras. Não só atos nem só palavras, e sim, palavras que “expliquem” os atos e atos que deem autoridade às palavras. Este é, de modo decisivo, o segredo da missão que nos ensina Jesus.
A missão de proclamar o Reino com atos e palavras é intensa, muito intensa, a tal ponto que pode ser esgotante. É assim que o Senhor, ao ver que não lhes sobrava tempo nem para comer, para fazer o básico e indispensável para sustentar a vida, convida seus discípulos a descansar. A frase é muito sugestiva: “Venham! Vamos sozinhos para um lugar deserto a fim de descansarmos um pouco”.
Os discípulos aceitam o convite do Mestre e vão, de barco, para um lugar afastado. Entretanto, a multidão que segue Jesus e também seus discípulos, compreende os movimentos e chega antes que eles ao lugar aonde se dirigiam. O que faz Jesus?
Quando desce do barco, vê a multidão com olhos de profunda misericórdia, com olhos de Deus. Diz o relato que Jesus tem compaixão porque as pessoas estão como ovelhas que não têm pastor. Nesse instante, Ele recomeça sua missão. Não sabemos se puderam ou não descansar... O fato é que Jesus se comporta como um autêntico pastor e atende a necessidade do povo, da multidão.
Saiba que: o termo “compaixão” em algumas regiões de fala hispânica tem uma certa carga pejorativa. Parece um sinônimo de “lástima” num sentido superficial do termo. No entanto, a etimologia do termo nos aponta outra coisa. Compaixão vem do latim que significa literalmente algo assim como “viver a paixão com o outro”, “padecer com o outro”. Isto é completamente diferente. Compadecer-se do irmão é querer acompanhá-lo na “paixão” de sua vida, em suas cruzes, sofrimentos e dificuldades.

Outros textos bíblicos para confrontar: Jo 10,1-18 Sl 23[22]; Ez 34.

Para continuar aprofundando estes temas, procure no Índice Temático de sua Bíblia os termos “Misericórdia”, “misericordioso”.

Perguntas sobre a leitura
De onde estão voltando os apóstolos?
O que fazem com Jesus? O que contam a ele?
O que acontece no lugar?
Por que eles não têm tempo?
O que lhes diz Jesus?
O que fazem então?
Aonde e em que vão?
O que faz a multidão?
O que Jesus vê quando desce do barco com seus discípulos?
Como reage o Senhor diante do que vê?
Com qual atitude responde?
Qual imagem bíblica é utilizada para expressar a situação do povo?
Como termina o relato?

2 - MEDITAÇÃO

O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

Perguntas para a meditação
Me “reúno” com Jesus quando sou “convocado” a ser parte de um grupo, de uma comunidade, da Igreja?
“Conto” a Jesus o que há em meu coração?
“Conto” a Jesus o que realizo em meu humilde serviço missionário?
Conto “o bom” e “o mau”? Partilho com Ele os “êxitos” e os “fracassos”?
De que forma tenho feito missão ou evangelizado? A quem levei a missão?
O que “eu fiz” ou “eu disse” em nome de Jesus?
Em meu trabalho missionário: sou capaz de equilibrar atos e palavras; testemunho e anúncio?
É tão intenso o trabalho missionário que não tenho tempo “nem para comer”?
Em que ocupo meu tempo? Perco o tempo com coisas que não são importantes?
O que penso do convite de Jesus aos Apóstolos?
O que significa para mim hoje que Jesus nos diga: “Venham! Vamos sozinhos para um lugar deserto a fim de descansarmos um pouco”?
Sou capaz de “descansar” em Jesus? Como posso eu hoje “descansar” no Senhor?
Descubro cotidianamente a compaixão de Jesus por mim, particularmente quando ando desorientado, como ovelha que não tem pastor?
Deixo que Ele me “ensine” sua Palavra?
Sou capaz de olhar as “multidões” de nosso tempo com o mesmo olhar do Senhor?
Quem faz parte dessas “multidões” na atualidade?
Há compaixão em meu coração? Sou capaz de viver “com o outro” sua cruz, seu drama, sua dor, “sua paixão”?

3 - ORAÇÃO

O que digo a Deus?
O que dizemos a Deus?

Para o passo da oração pode ser útil ler algum número do início da Constituição Dogmática “Dei Verbum” do Concílio Vaticano II. É um documento promulgado em dezembro de 1965 e que reflete sobre o tema da revelação de Deus: Deus que se manifesta, Deus que se dá a conhecer. Neste contexto, apresenta vários temas que têm a ver com a Palavra de Deus e a Escritura. Nos primeiros números, a Dei Verbum insiste muito em como Jesus se dá a conhecer, revelando-se em “atos e palavras”. Vamos ler o número 4 para que ilumine nossa oração.
Consumação e plenitude da revelação em Cristo
4. Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, que são os últimos, através de Seu Filho (Hb. 1,1-2). Com efeito, enviou o Seu Filho, isto é, o Verbo eterno, que ilumina todos os homens, para habitar entre os homens e manifestar-lhes a vida íntima de Deus (cf. Jo 1,1-18). Jesus Cristo, Verbo feito carne, enviado «como homem para os homens», «fala, portanto, as palavras de Deus» (Jo 3,34) e consuma a obra de salvação que o Pai lhe mandou realizar (cf. Jo 5,36; 17,4). Por isso, Ele, vê-lo a Ele é ver o Pai (cf. Jo. 14,9), com toda a sua presença e manifestação da sua pessoa, com palavras e obras, sinais e milagres, e, sobretudo, com a sua morte e gloriosa ressurreição, enfim, com o envio do Espírito de verdade, completa totalmente e confirma com o testemunho divino a revelação, a saber, que Deus está conosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e para nos ressuscitar para a vida eterna.
Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e não se há de esperar nenhuma outra revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. 1 Tm 6,14; Tt. 2,13).
Tenhamos presente esta característica da revelação de Cristo, “palavras e obras”, para repensá-la e rezá-la na realidade de nossa vida.

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem?
Como interiorizamos a mensagem?

Para fazer nossa interiorização, utilizamos o versículo 31 que devemos deixar bem gravado em nossa mente e em nosso coração. Repeti-lo pausada e ritmicamente:
“Venham! Vamos sozinhos para um lugar tranquilo a fim de descansarmos um pouco”?
“Venham! Vamos sozinhos para um lugar tranquilo a fim de descansarmos um pouco”?

5 - AÇÃO

Com que me comprometo?
Com que nos comprometemos?

Propostas pessoais
Redimensionar minha vida de oração aprendendo a ter uma relação mais cordial com o Senhor, “contando-lhe” tudo o que passa em minha vida.
Propostas comunitárias
Dentre os jovens: quais são de maneira particular as “multidões” que andam desorientadas, como ovelhas que não têm pastor? O desafio: o que podem fazer vocês como jovens para em nome de Jesus, orientar evangelicamente a estes irmãos?

domingo, 5 de julho de 2009

15º Domingo Comum - Ano B - Marcos 6,7-13

LECTIO DIVINA
Domingo, 12 de Julho de 2009
Autor: Pe. Gabriel Mestre
Tradução: Pe. Carlos Henrique

1 - LEITURA

O que diz o texto?
Queridos irmãos:
No capítulo 3 do evangelho de Marcos, Jesus institui os “doze”; agora, é o momento do envio oficial.
O Senhor continua percorrendo toda a região, ensinando a Boa Nova do Reino a todos os homens. Porém, esta tarefa de agora em diante, não vai realizar sozinho; antes, aqueles “doze” que Ele já tinha escolhido de modo particular entre os seus discípulos, agora os envia dois a dois para “expulsar os espíritos impuros”, isto é, para eliminar o mal em todas as suas formas. Os “doze” têm que cumprir em nome do Senhor o que Ele mesmo veio fazer.
São dadas a estes “doze” algumas “normas” concretas para realizar esta tarefa, para realizar a missão. Dentro destas recomendações, notamos que em Marcos se permite levar cajado e sandálias ao passo que em Mateus e em Lucas, isso é proibido. É provável que Marcos tenha escrito seu Evangelho aos romanos, e, por isso, “permita” e “justifique” o uso do cajado e sandálias devido às longas distâncias que o missionário deveria percorrer se pensarmos a quantidade de quilômetros que há entre a Terra Santa e Roma. Mas, por outro lado, ele insiste que não levem comida, nem sacola, nem dinheiro na cintura (moedas); além disso, devem levar pouca roupa. Tudo isto indica o que hoje poderíamos chamar de “austeridade” da missão. Talvez para não por a ênfase tanto nos “meios” da missão, mas sim na sua “finalidade”: a vida eterna; na “mensagem”: o Evangelho; e Naquele que “envia”: o próprio Jesus Cristo. Percebe-se com clareza que as exigências da missão itinerante são muito grandes.
Ainda se pede que fiquem numa só casa. Provavelmente isto tem a finalidade de que a partir “deste” lugar, comece a se formar a Igreja, a comunidade doméstica; talvez ali se celebrasse o culto. Por outro lado, é possível também que desta forma se limitasse o excesso dos muitos “profetas” e “filósofos” que estavam se multiplicando na região, pedindo seu sustento. O Senhor prevê o abuso de hospitalidade por parte dos receptores da mensagem evangélica.
Diante da realidade de não ser recebidos e ouvidos, o Senhor recomendava fazer o gesto típico da mentalidade judaica ao chegar a sua pátria depois de ter andado por terra estrangeira: sacudir a poeira dos pés para não trazer nada de “impuro”. Imita-se o gesto, porém num contexto e com um sentido diferente: libertar-se da responsabilidade daqueles que fazendo mal uso de sua liberdade rejeitavam a mensagem da salvação.

Leve em conta que: o “ir dois a dois” significava várias coisas. Por um lado, a necessidade de “duas testemunhas” para a declaração dos acontecimentos importantes (cf. por exemplo Dt 17,6; 19,5; Nm 35,30). Por outra parte, é importante o valor da companhia mútua na integração, proteção e trabalho partilhado (cf. por exemplo Js 2,1; Am 3,3; Tb 5). Na Igreja primitiva se continuou com o mesmo costume (cf. por exemplo At 13,2; 15,40; Mt 18,20; Lc 24,36).

Outros textos bíblicos para confrontar: Mt 10,9-14; Lc 9,1-6; Mc 3,13-19.

Perguntas para a leitura
· Por quais lugares anda Jesus?
· O que vai fazendo?
· A quem reúne?
· O que faz com eles?
· O que pode significar “expulsar do povo os espíritos impuros”?
· O que Ele ordena aos “doze”?
· Por que podem levar cajado e sandálias?
· Por que não podem levar comida nem sacola?
· Por que eles têm que levar pouca roupa?
· Por que eles têm que ficar numa só casa quando entram em um novo lugar?
· O que acontece se em algum lugar, as pessoas não quiserem recebê-los nem escutá-los? O que devem fazer?
· O que significa “sacudir a poeira dos pés”?
· O que fizeram os discípulos uma vez que receberam as ordens de Jesus?
· Como termina o relato?

2 - MEDITAÇÃO

O que o texto me diz?
· Deixo que Jesus me ensine cada vez que escuto a sua Palavra a boa nova do Reino?
· Sinto-me parte dos “doze” como convocado por Jesus para viver a fé?
· O que significa para mim hoje ser um “enviado” de Jesus? A que lugares de maneira particular Ele me envia?
· Quais implicações têm para mim ser enviado “dois a dois”? Vivo a missão como algo comunitário ou tenho a tentação de ser um “franco-atirador”?
· Quais seriam os “espíritos maus” que as pessoas têm hoje?
· Como posso ajudar para que sejam expulsos mediante o poder de Cristo? O que posso fazer concretamente?
· Aceito que a tarefa missionária deve ser “austera”?
· O que significa para mim levar cajado e sandálias? Do que necessito hoje para cumprir a missão que Jesus põe como desafio em minha vida?
· O que significa para mim hoje não levar nem comida, nem bolsa, nem dinheiro? Enfim, do que posso prescindir para a tarefa missionária hoje? Do que devo me libertar, desatar-me para cumprir a missão?
· A que dou mais importância na tarefa missionária? Deixo-me apegar muito pelos “meios” da missão, ainda que sejam necessários? Ponho a ênfase no central: o fim: a vida eterna; a mensagem: o Evangelho; e o que envia: o próprio Jesus Cristo?
· Sou capaz de “construir” comunidade no desafio da missão?
· Que “casas” tenho que evangelizar hoje?
· O que faço e como me sinto quando alguém não quer escutar a Palavra? Esmoreço, me irrito ou deixo pra lá a responsabilidade que lhe compete na rejeição ao Evangelho?
· Em quais situações de minha vida devo “sacudir a poeira dos pés” na tarefa missionária?
· Convido os irmãos que Deus põe em minha vida para que deixem de pecar e se aproximem a Deus? Como posso eu “curar enfermos” na atualidade? Qual seria o alcance simbólico, porém real desta expressão para mim hoje? Quais são as enfermidades de nosso mundo atual?

3 - ORAÇÃO

O que digo a Deus?
Para fazer a oração, tomamos algumas frases de um texto da Conclusão Final de Aparecida:

“Não podemos deixar de aproveitar esta hora de graça. Necessitamos de um novo Pentecostes! Necessitamos sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo, que tem preenchido nossas vidas de “sentido”, de verdade e de amor, de alegria e de esperança! Não podemos ficar tranquilos em espera passiva em nossos templos, mas é imperativo ir em todas as direções para proclamar que o mal e a morte não tem a última palavra, que o amor é mais forte, que fomos libertos e salvos pela vitória pascal do Senhor da história, que Ele nos convoca na Igreja, e quer multiplicar o número de seus discípulos na construção de seu Reino em nosso Continente! Somos testemunhas e missionários: nas grandes cidades e nos campos, nas montanhas e florestas de nossa América, em todos os ambientes da convivência social, nos mais diversos “lugares” da vida pública das nações, nas situações extremas da existência, assumindo ad gentes nossa solicitude pela missão universal da Igreja”.
(Documento de Aparecida, 548)

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem?
Para iluminar nossa contemplação propomos a frase do envio comunitário:
·Começou a enviá-los dois a dois … para curar enfermos…
·Começou a enviá-los dois a dois... para anunciar o Reino…
·Começou a enviá-los dois a dois…

5 - AÇÃO

Com que me comprometo?
Proposta pessoal
· Fazer uma oração particular por todos os cristãos em território de missão. Especialmente por aqueles que vivem algum tipo de tribulação ou persecução.
Proposta comunitária
·Realizar uma atividade missionária com seu grupo em algum lugar particular: zona rural, creche, hospital etc. O que precisamos anunciar a estes irmãos?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

14º Domingo Comum - Ano B - Marcos 6, 1-6

LECTIO DIVINA
Domingo, 5 de julho de 2009
1 - LEITURA
O que diz o texto?
Queridos irmãos:
Hoje partilhamos o início do capítulo 6 do Evangelho segundo São Marcos. Desde o capítulo 3, versículo 7 até o episódio de hoje, temos uma seção do Evangelho que se caracteriza por uma marcada reflexão sobre o tema do discipulado. Um discipulado querido e convidado por Jesus que gera uma espécie de divisão entre os homens: aqueles que aceitam a proposta de Jesus e aqueles que não. Entre estes últimos podemos situar a maioria dos personagens de hoje.
Desde o início do Evangelho de Marcos, percebe-se que o “mundo” está fascinado pelo poder e pela palavra cheia de autoridade de Jesus. No entanto, de modo crescente ao longo dos capítulos, escutam-se “vozes” que rejeitam sua presença salvífica até o ponto culminante de sua Paixão.
Jesus nasce em Belém; mas depois de sua permanência no Egito, fixa residência com José e Maria definitivamente no norte, em Nazaré. Ali volta Jesus a seu próprio povoado. Os seus o acompanham. Aos sábados pela manhã, vai à sinagoga de seu povoado e, como podia fazer qualquer homem adulto daquela época, ensina e explica as Escrituras. Os que estavam presentes ficam admirados pelo ensinamento.
Contudo, passam da admiração a perguntas e das perguntas a uma implícita falta de fé. Não entendem como alguém que é conterrâneo deles, que vive entre eles, o qual eles conhecem a família, pode dar ensinamentos tão profundos e milagres tão grandiosos. É impressionante que percam de vista o que eles mesmos escutam e veem (o ensinamento e os milagres), e ponham a ênfase no que “conhecem” (sua origem).
Jesus responde com uma espécie de ditado popular daquela época: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. Mais abreviadamente na atualidade costumamos dizer: “ninguém é profeta na sua terra”. Este ditado reflete a experiência histórica do povo da Antiga Aliança que muitas vezes rechaçou os seus profetas porque eram homens ou mulheres do mesmo povo com os quais compartilhavam a vida e todas as circunstancias históricas.
O “grande drama” do evangelho deste fim de semana é que a admiração não levou à fé, em aceitação total da pessoa e da palavra de Jesus. A liberdade que Deus deu aos de Nazaré não pode ser transformada em resposta de fé para aceitar o caminho de Jesus.
Leve em conta que: a palavra “irmão” que aparece no versículo 3 é o termo grego adelfos que significa irmão no sentido carnal e direto do termo e traduz a palavra “ah” do aramaico que inclui também primos e parentes de uma mesma tribo. Também pode ser usado no sentido mais geral em perspectiva de união fraterna não carnal. Além disso, existem outros termos gregos para fazer referência aos parentes.
Outros textos bíblicos para confrontar: Mt 13,53-58; Lc 4,16-30.

Perguntas para a leitura
Onde estava Jesus e até onde se dirige?
Quem o acompanha?
Que faz Ele no dia de sábado?
Que experimentam aqueles que escutam Jesus falar na sinagoga?
Que perguntas fazem a si mesmos?
Por que fazem estas perguntas?
O que acontece com a admiração inicial que sentiam pelo Senhor?
Neste contexto: o que lhes diz o Senhor?
Como se entende o ditado de Jesus?
Por que Jesus não pôde fazer mais milagres? Onde está o problema?
Como termina o relato?

2 - MEDITAÇÃO
O que me diz o texto?
“Acompanho” Jesus como bom discípulo em seus caminhos?
Escuto a Jesus, escuto seus ensinamentos?
Admiro-me com o que Ele diz e ensina e também pelo que faz, sobretudo os milagres?
Fico “só na admiração”?
A “admiração” por Jesus, pelo seu ensinamento e por seus milagres se transforma em minha vida em fé, em crença, em confiança?
Aceito definitivamente que Jesus é verdadeiro homem (com tudo o que um homem tem) e verdadeiro Deus (com tudo o que Deus tem e é)?
Capto o poder de Deus que se revela no limite da natureza humana?
Sou capaz de escutar os profetas de Deus do início do século XXI? Ou os rejeito?
Sou consciente que desde o batismo sou profeta de Deus?
Redescubro-me como profeta de Deus?
Ensino sua Palavra, dou a conhecer seu poder?
Experimento em minha vida a incompreensão ou a rejeição por ser um autêntico profeta de Deus?

3 - ORAÇÃO
O que digo a Deus?
Para nossa oração, trazemos um texto profético do Antigo Testamento. É a vocação de Isaías relatada no começo do capítulo 6 de seu livro:

Isaías tem uma visão no templo (Is 6,1-8)
No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor sentado num trono alto e elevado. O seu manto se estendia pelo Templo inteiro, e em volta dele estavam serafins. Cada um deles tinha seis asas: com duas eles cobriam o rosto, com duas cobriam o corpo e com as outras duas voavam. Eles diziam em voz alta uns para os outros:
"Santo, santo, santo é o Senhor Todo-Poderoso; a sua presença gloriosa enche o mundo inteiro!" O barulho das vozes dos serafins fez tremer os alicerces do Templo, que foi ficando cheio de fumaça. Então eu disse: Ai de mim! Estou perdido! Pois os meus lábios são impuros, e moro no meio de um povo que também tem lábios impuros. E com os meus próprios olhos vi o Rei, o Senhor Todo-Poderoso! Aí um dos serafins voou para mim, segurando com uma tenaz uma brasa que havia tirado do altar. Ele tocou a minha boca com a brasa e disse: - Agora que esta brasa tocou os seus lábios, as suas culpas estão tiradas, e os seus pecados estão perdoados. Em seguida, ouvi o Senhor dizer: - Quem é que eu vou enviar? Quem será o nosso mensageiro? Então respondi: - Aqui estou eu. Envia-me a mim!

Tenhamos presente a consciência de “limite” que experimenta o profeta, mas também a profunda certeza no cumprimento da vontade de Deus.

4 - CONTEMPLAÇÃO
Como interiorizo a mensagem?
Para contemplar este evangelho proponho tomar a imagem que aparece no primeiro versículo e que tem a ver com “acompanhar Jesus” (“seus discípulos o acompanharam”).
Repetir pausadamente e baixinho pensando nos principais episódios da vida de Jesus:
Na incompreensão… quero te acompanhar Jesus…
Na falta de fé… quero te acompanhar Jesus …
Na tua morte redentora… quero te acompanhar Jesus…
No horto do Getsêmani…. Quero te acompanhar Jesus…

5 - AÇÃO
Com que me comprometo?
Proposta pessoal
Buscar exercitar a dimensão profética do Batismo nas condições habituais e cotidianas da vida.
Proposta comunitária
Pensar com teu grupo de amigos ou de comunidade porque as pessoas em geral e em todo o mundo veem na Beata Madre Teresa de Calcutá uma profetisa de nosso tempo.