quarta-feira, 17 de junho de 2009

12º Domingo Comum - Ano B - Mc 4,35-41

LECTIO DIVINA
Domingo, 21 de Junho de 2009
Autor: Pe. Gabriel Mestre
Tradução: Pe. Carlos Henrique

1 - LEITURA

O que diz o texto?
Pistas para a leitura
Caros servidores da Palavra:
Continuamos liturgicamente no Tempo Comum no qual de maneira preponderante, mas não exclusiva, seguiremos o evangelista Marcos no Ciclo B.
Hoje partilhamos o texto de Mc 4,35-41 intitulado como “a grande tempestade” ou "a tempestade acalmada”. Depois de desenvolver o tema das parábolas em quase todo o capítulo 4 (desde o v. 1 até o 34), este se conclui com o episódio que hoje meditamos.
Jesus convida seus discípulos a navegarem no lago para atravessar para a outra margem.
O lago ao qual se refere é o de Genesaré, chamado também Mar da Galileia, Mar de Tiberíades ou Lago de Kinneret. Precisamente, é um lago de água doce que se localiza no norte da Palestina a leste da Galileia. Em suas margens se encontravam muitos povoados dos quais se destacava Cafarnaum. Certo, é um lago tranquilo, porém, tem a particularidade de que em algumas circunstâncias, por determinados elementos climatológicos, geram-se ventos muito fortes de maneira inesperada. Os ventos agitam as ondas, dificultando e tornando perigosa a navegação. Isto é o que ocorre em nosso relato. É interessante acrescentar, além disso, que para os antigos o mar simbolizava o poder do desconhecido e inclusive os poderes negativos, contrários ao bem. Um mar enfurecido era então sinal da presença do mal e das dificuldades na vida de um homem ou de uma comunidade.
Os discípulos de Jesus começam a se inquietarem quando percebem que as ondas se lançam dentro da barca e esta vai se enchendo de água. Nesse momento, decidem “acordar” o Mestre gritando, dado que a dificuldade é grande e Jesus está deitado e dormindo.
O Senhor desperta, se levanta e ordena com poder soberano ao vento e ao mar que se acalmem. Neste mesmo instante, vem a calmaria e tudo fica totalmente tranquilo. Jesus então se dirige a seus discípulos com uma dupla pergunta onde liga o medo que eles experimentam com a falta de confiança Nele. Eles se assombram com o poder de Jesus que manda com soberania até no vendo e no mar.

Leve em conta que: tradicionalmente se diz que a barca é símbolo da Igreja, isto está certo. Porém, a barca também pode ser símbolo da vida de cada um, de uma família, de uma comunidade particular dentro de uma Igreja. Pode ser também símbolo de um povoado, de uma cidade, de uma nação e também de todo o mundo.

Outros textos bíblicos para confrontar: Mt 8,18.23-27; Lc 8,22-25; Mt 14,22-33; Mt 8,10; Mc 1,27.

Localize na sua Bíblia o Lago da Galileia, também o Mar Morto e o Mar Mediterrâneo. Assim, conhecerá alguns elementos do ambiente geográfico da época de Jesus.

Perguntas para a leitura
Quais detalhes cronológicos e temporais se dão no início do relato que partilhamos neste Domingo?
Quantos e quais são os “personagens” que figuram no episódio?
O que fazem Jesus e os discípulos?
Até onde se dirigem? Em que vão?
O que acontece “de repente”?
O que ocasiona o vento na barca?
O que faz Jesus “neste momento”?
Como reagem os discípulos?
O que dizem a Jesus?
O que faz Jesus depois que se levanta?
O que acontece com o vento e com o mar perante a ordem de Jesus?
O que Jesus diz a seus discípulos no final do relato?
O que dizem uns aos outros os discípulos do Senhor?

2 - MEDITAÇÃO

O que me diz o texto?

Perguntas para a meditação
O que significa “a noite” (ao cair da tarde) em minha vida?
Quais são as experiências de noite e escuridão que posso estar vivendo hoje?
O que implica que Jesus me convide a atravessar para o outro lado do lago?
Como está a barca da minha vida hoje?
Como está a barca da minha família, de meu grupo, de meu povoado, de minha cidade, de minha paróquia…?
Que tempestades percebo hoje?
Onde sopra mais forte o vento em minha vida?
Quais são as “ondas” que inundam a barca de minha vida?
Como reajo perante tudo isso?
Fico tranquilo, me desespero, grito, fico furioso, tenho medo?
Me animo para ir ao encontro de Jesus?
Me animo a dizer-lhe o que penso, o que sinto, o que está me passando?
Uma vez que falo com Jesus, escuto o que Ele me responde?
O que me diz? O que me sugere?
Estou “assustado” como os discípulos?
Confio ou não confio no Senhor?
Me deixo surpreender e assombrar pelo poder soberano de Jesus?

3 - ORAÇÃO

O que digo a Deus?

Para rezar, sugerimos um canto de Martín Valverde sobre o louvor a Deus em todas as circunstancias da vida, inclusive em meio às tempestades e quando o mar se agita. Apresentamos aqui a letra e seria útil buscar a melodia para poder escutá-la e rezar (também presente no DVD Acústico de Rosa de Saron)

Te louvo em verdade
Mesmo na tempestade, mesmo que se agite o marTe louvo, te louvo em verdadeMesmo longe dos meus, mesmo na solidãoTe louvo, te louvo em verdadePois somente tenho a Ti,Tu és minha herança Pois somente tenho a Ti,Tu és minha herança Te louvo, te louvo em verdade Mesmo que me faltem as palavras, mesmo que eu não saiba louvarTe louvo, te louvo em verdadeMesmo que me faltem as palavras, mesmo que eu não saiba louvarTe louvo, te louvo em verdade

4 - CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem?

Para fazer a contemplação proponho que usemos positivamente o conteúdo da pergunta dos discípulos ao Senhor quando está no barco:
· Quando afundamos por nossos medos: Vem Senhor com teu poder…
· Quando afundamos por nossas desesperanças: Vem Senhor com teu poder…
· Quando afundamos pelo pecado em nossa vida: Vem Senhor com teu poder…
· Quando afundamos por…


5 - AÇÃO

Com que me comprometo?

Proposta pessoal

Fazer um propósito firme de confiar sempre no poder do Senhor

Proposta comunitária

Fazer com teu grupo um elenco das diferentes “tempestades” que experimenta o mundo na atualidade. Como anunciar a mensagem de Jesus em meio a estas tempestades?

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