segunda-feira, 25 de maio de 2009

Domingo de Pentecostes (At 2,1-11)

LECTIO DIVINA
Domingo, 31 de maio de 2009
Autor: Pe. Gabriel Mestre
Tradução: Pe. Carlos Henrique
1 - LEITURA
O que diz o texto?
Neste domingo, a liturgia da Igreja celebra a Solenidade de Pentecostes com a qual termina o Tempo Pascal. O envio do Espírito Santo sobre os seguidores de Jesus marca este tempo rico e dá início à ação do Espírito na Comunidade, na Igreja.
Também neste fim de semana, nos concentraremos na primeira leitura da Liturgia e não no Evangelho. O texto bíblico (At 2,1-11), como o da semana passada, é tirado do Livro dos Atos dos Apóstolos e podemos separá-lo em duas partes:
.Versículos 1-4: a vinda do Espírito Santo sobre os seguidores de Jesus;
.Versículos 5-11: a reação dos presentes diante da vinda do Espírito Santo sobre os seguidores de Jesus.
Na primeira parte, descreve-se como o Espírito Santo desce sobre os discípulos. Eles estão celebrando a festa judaica de Pentecostes quando recebem o Espírito. A forma visível de manifestação deste Espírito é variada. Por um lado, o barulho forte que vem do céu como uma tempestade estronda a casa; literalmente se fala de “rajadas de um vento forte”. Por outro lado, aparecem as chamas de fogo que pousam sobre cada um deles.
Na segunda parte do relato, descreve-se a reação dos presentes na festa que expressa, de modo decisivo, outras das ações do Espírito nos seguidores de Jesus. Estes falam línguas diferentes. Apesar de todos serem da região da Galiléia, os peregrinos judeus que vieram para a festa, ouvem falar das maravilhas de Deus no seu próprio idioma. São indicados quinze lugares diferentes que dizem respeito ao fato de que alguns são judeus de nascimento enquanto outros se “converteram” depois. O Espírito permite aos discípulos comunicar, dar a conhecer as maravilhas de Deus a todos os homens através da “língua” de cada um, para que cada um possa compreender com clareza a mensagem de Deus.
Tenha em conta que: a festa de Pentecostes ou também chamada a festa das Semanas é pré-cristã. É uma das grandes festas judaicas. Num primeiro momento, ela era celebrada como ação de graças pelas primícias das colheitas; na época de Jesus, além disso, era uma ação de graças pelo dom da Lei e da Aliança no Sinai. A festa era celebrada só no Templo de Jerusalém e durava aparentemente só um dia. Contudo, muita gente participava, inclusive vinda de muito longe. Era celebrada cinqüenta dias depois da Páscoa.
Outros textos bíblicos para confrontar: Jo 20,21-23; 14,15-17; 14,25-26; 15,26-27; 16,7-15.

Perguntas sobre a leitura

Que festa estamos celebrando?
O que comemora a festa judaica de Pentecostes?
Onde estão os seguidores de Jesus?
O que se ouve? De onde vem? O que significa?
Que outra manifestação do Espírito Santo se dá neste relato?
Do que o Espírito Santo enche os seguidores de Jesus?
Como começam a falar os discípulos?
Quem lhes indica o que devem falar?
Quem estava em Jerusalém naquela data? Por que estavam em Jerusalém?
O que fazem quando escutam o barulho no lugar onde estavam?
Como reagem?
Por que se admiram?
O que dizem uns aos outros?
De onde vinham aqueles que estavam admirados?
Quantos lugares são indicados?
Que religião professam aqueles que vieram de lugares tão distantes?
Qual é o conteúdo daquilo que dizem os discípulos do Senhor e que é possível a cada um compreender em seu próprio idioma?

2 - MEDITAÇÃO
O que me diz o texto? O que nos diz o texto?
Me reúno com outros seguidores de Jesus para celebrar as principais festas de minha fé?
Como percebo hoje que o Espírito Santo atua em minha vida, na vida de meus irmãos, na vida da Igreja?
Como se manifesta hoje o “vento forte” do Espírito Santo?
Que sentido tem falar hoje de “línguas de fogo” que pousam sobre os que somos discípulos do Senhor como manifestação do Espírito Santo?
Deixo que o Espírito hoje me encha de poder?
Sou dócil ao Espírito Santo para falar o que Ele me indique?
Deixo-me surpreender pela ação do Espírito que atua na vida de outros irmãos?
Me admiro pela ação do Espírito que sopra quando quer e como quer?
Deixo que a ação do Espírito me ensine a falar no “idioma” dos homens de nosso tempo e de nossa cultura para que possam compreender a mensagem de Deus?
Me animo a contar e cantar as maravilhas de Deus a todos meus irmãos? Ou sou “tímido” e retraído no momento em que devo manifestar mina fé?

3 - ORAÇÃO
O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?
A oração pode ser iluminada por uma antiga oração cristã ao Espírito Santo chamada “Sequência de Pentecostes”:

Vinde, Santo Espírito, e mandai lá do céu um raio de vossa Luz!
Vinde Pai dos pobres, vinde Doador das graças vinde Luz dos corações!
Nosso bom Consolador, doce Hóspede de nossa alma, nosso doce Alívio vinde!
Nosso descanso na luta, nossa calma na labuta, nosso consolo no pranto.
Ó Luz da felicidade, cumulai de caridade aqueles que vos desejam!
Sem vossa força celeste, nada há em nós que preste, nada que seja inocente.
Removei o que está sujo, aguai o que está seco, curai o que está ferido!
Amolecei o que é rígido, aquecei o que está frígido, tirai-nos de nossos desvios!
Para aqueles que vos procuram, para aqueles que em vós confiam, daí os vossos sete Dons!
Daí o premio da virtude, daí a graça da saúde, Daí a alegria sem fim!
AMÉM!

4 - CONTEMPLAÇÃO
Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?
Te louvo Deus Espírito Santo pela maravilha da criação…
Te louvo Deus Espírito Santo pela maravilha de …

5 – AÇÃO
Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?
Proposta pessoal
.Refletir com respeito o lugar que ocupa Deus Espírito Santo em minha espiritualidade pessoal.
Proposta comunitária
.Olhando para a nossa comunidade, propormos ao grupo do qual participamos tratar de conhecer e “interpretar” seus “idiomas” para poder falar-lhe das “maravilhas de Deus” de tal maneira que possa compreender, valorizar e seguir.

lectionautas.com

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Domingo da Ascensão do Senhor (At 1,1-11)

Domingo, 24 de Maio de 2009
1 – LEITURA
O que diz o texto?
Ao celebrar a Solenidade da Ascensão do Senhor, a liturgia deste ano nos brinda com o texto evangélico de Mc 16,15-20. Porém, dado que o relato completo deste episódio da vida de Cristo se encontra no livro dos Atos dos Apóstolos, vamos rezar e trabalhar com este último texto que podemos dividi-lo em três partes:
· Versículos 1-3: Introdução de todo o livro dos Atos dos Apóstolos;
· Versículos 4-8: Diálogo de Jesus ressuscitado com seus discípulos;
· Versículos 9-11: Ascensão propriamente dita.
Nos primeiros versículos fica claro que o mesmo autor do evangelho de Lucas é o dos Atos. Escreve-se a um tal Teófilo (literalmente “o que ama a Deus”), que pode ser um personagem real e histórico ou um artifício literário para que todos os ouvintes de todos os tempos nos sintamos representados neste “Teófilo”. O que é narrado no “primeiro livro” foi o que aconteceu com Jesus desde o principio até a ascensão ao céu.
Na segunda parte do texto, narram-se os acontecimentos finais da vida de Jesus nesta terra e se dá início ao diálogo. Tal diálogo se inicia com uma pergunta dos apóstolos que no texto do lecionário, apresenta-se da seguinte forma: “é agora que vais restaurar o reino em Israel?” Jesus responde a eles dizendo que tais coisas correspondem a Deus resolver. Imediatamente, lhes recordará que necessitam se preparar para receber o Espírito Santo, que os converterá em testemunhas de Deus em seu território e em toda a terra. O interessante é que os apóstolos até este ponto não têm entendido que Jesus não é um “rei político” para Israel. Ele não é um “messias terreno” que vem para resolver os problemas políticos e sociais do povo, mas sim um Messias Religioso que vem trazer ao Povo de Deus todos os bens messiânicos resumidos na plenitude, na alegria e na paz.
Na última parte se descreve a ascensão de Jesus aos céus em meio a uma nuvem. Aparecem dois seres celestiais que fazem uma pergunta questionadora aos apóstolos: “por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?” Assim como na parte anterior do relato ficavam “olhando para a terra” esperando um “messias terreno”, agora caem no erro contrário de ficar “olhando para o céu”, sem colocar mãos à obra com relação ao que Jesus recomendou que fizessem aqui na terra: anunciar a Palavra e converter ao caminho da fé todos os homens e mulheres de todos os tempos e culturas.
Tenha em conta que: o livro dos Atos dos Apóstolos se encontra no Novo Testamento, logo depois dos quatro evangelhos. O autor de tal texto é o mesmo do terceiro evangelho, ou seja, Lucas. Portanto, apresenta muitas semelhanças de temas e reflexões. No entanto, no primeiro livro, no evangelho, nos é narrado de maneira particular o ministério de Jesus, Nosso Senhor; e, no segundo livro, nos é relatado o “ministério” da Igreja nascente em meio ao serviço de todos os homens, começando por Jerusalém e estendendo-se até os confins da Terra. Outros textos bíblicos para confrontar: Lc 1,1-4; 24,49-51 e Mt 28,19-20.

Perguntas sobre a leitura
· A quem se dirige o relato?
· A quantos livros se refere o escritor deste texto?
· O que apresentou no seu “primeiro livro”?
· Qual foi seu primeiro livro? Dispomos dele hoje?
· O que Jesus ordena a seus discípulos num determinado momento do relato?
· Que pergunta fazem os apóstolos a Jesus?
· Qual o significado deste “converter-se em rei” que os apóstolos cobram de Jesus? É um “reinado espiritual” ou um “reinado político”?
· Os apóstolos compreenderam realmente a mensagem de Jesus ou ainda lhes falta entender?
· O que Jesus responde aos apóstolos?
· A que os convida?
· O que logo acontece?
· Como se descreve a ascensão de Jesus aos céus?
· Quem aparece e como estão vestidos?
· O que estes “personagens celestiais” dizem aos apóstolos?

2 - MEDITAÇÃO
O que me diz o texto? O que nos diz o texto?
· Sinto-me identificado com o “Teófilo” deste relato? Sinto que hoje são Teófilo e Lucas que escrevem para mim seu Evangelho e o Livro dos Atos?
. O que me diz a síntese perfeita que se faz do conteúdo do Evangelho nos primeiros versículos deste texto?
· O que significa para mim hoje que eu não “saia de Jerusalém” para esperar a força do Espírito Santo? Por que e em que situações deverei deter-me e esperar para ter a força do Espírito que compartilharemos na celebração de Pentecostes no próximo fim de semana?
· Como entendo o “messianismo de Jesus”? Como entendo decididamente a figura de Jesus? Considero que é um “líder” a mais com boas intenções e que busca a justiça e a paz em nosso mundo? Ou capto que por sobre todas as coisas é Deus e Senhor e vem trazer a justiça e a paz desde uma perspectiva em primeiro lugar religiosa e espiritual que, evidentemente, tem incidências na vida terrena e histórica?
· Corro o risco de esvaziar o messianismo de Jesus? Tenho um olhar muito “na horizontal” que me impede em alguns momentos de aspirar aos bens eternos?
· Tenho a tentação de “ficar olhando para o céu” e não assumir os compromissos que tenho aqui na terra?
· Corro o risco de ser muito “vertical” e cair num excesso de espiritualismo que me afaste das responsabilidades que Deus me pede no mundo atual onde nos toca viver?

3 - ORAÇÃO
O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?
Como vimos, a festa da ascensão de Jesus aos céus é a celebração do equilíbrio entre o céu e a terra, é a necessidade de não mover-se nem para um lado, nem para o outro. Por isso para a oração pode ser útil ter presente a mesma dinâmica da Lectio Divina que ajuda nesta direção. Os passos se situam numa dimensão claramente espiritual e religiosa para ter contato com Deus através de sua Palavra até a contemplação, porém não para ficar parados ali “olhando para o céu”, mas sim para descer, transformados pelo Senhor, à ação cotidiana e concreta nesta terra.
A oração deveria ser uma profunda ação de graças a Deus pelo presente da Lectio Divina, que nos permite viver o equilíbrio dinâmico da fé cristã que em nosso transitar histórico sempre se desenvolve entre “céu” e “terra”.

4 - CONTEMPLAÇÃO
Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?
Para interiorizar a mensagem deste domingo, propomos tomar a frase dos dois homens vestidos de branco aos apóstolos, para aprofundar a partir de Deus, nosso compromisso aqui na terra:
· Por que vocês estão aí parados olhando para o céu?

5 – AÇÃO
Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?
Proposta pessoal
· Revisar em meu coração se há atitudes reducionistas com relação à pessoa de Jesus. Fazer um profundo ato de fé em sua força e em seu poder como Deus e Senhor da vida.
Proposta comunitária
· À luz da frase do texto: “para falar de mim em Jerusalém, em todo o território da Judéia e da Samaria e também nos lugares mais distantes do mundo”; dialogar com teu grupo para discernir que “nomes” poderiam ser colocados hoje segundo a própria realidade. Onde, decididamente, necessitamos ser testemunhas do Senhor? Pode ser nomes de lugares físicos…(meu bairro, minha cidade, meu país…) ou nomes de situações (juventude, clubes, os âmbitos de droga…)
CELAM/CEBIPAL – SOCIEDADES BIBLICAS UNIDAS
Pe. Gabriel MESTRE

quarta-feira, 13 de maio de 2009

6º Domingo da Páscoa - Ano B - Jo 15,9-17

“Vocês são meus amigos”

1 - LEITURA
O que diz o texto?
O evangelho deste domingo é a continuação daquele do domingo passado, mantendo uma profunda relação, porém com uma temática nova. Já no início, percebemos que o amor é o centro do relato que partilhamos. Podemos dividi-lo em três partes:
· O fundamento do amor (versículos 9-10);
· O mandamento do amor (versículo 11-15);
· A eleição de Jesus (versículo 16-17).
Na primeira parte, Jesus mostra o fundamento do amor: assim como o Pai o ama, do mesmo modo, Ele ama os discípulos. Por isso, pede-lhes que nunca O deixem de amar. Mais uma vez, mostra-se que o amor do discípulo se expressa na obediência ao Senhor, assim como Jesus obedece ao Pai. É interessante notar as comparações que Jesus faz nestes poucos versículos.
Na segunda parte, Jesus introduz o motivo de seu ensinamento: diz tudo isto para que seus discípulos sejam felizes como Ele é, para que vivam a alegria real e profunda. Dito isto, “promulgará” o mandamento do amor: que se amem uns aos outros, como Ele nos ama. Aqui está uma das principais chaves para entender todo o evangelho de Jesus Cristo. Como se expressa o amor na visão cristã? O amor se expressa no doar a vida pelos amigos. Jesus chama “amigo” a seus discípulos porque lhes contou tudo o que o Pai lhe ensinou, não lhes chama de “empregados” porque o empregado ignora o que faz o seu senhor ou empregador. O discípulo não é um mero empregado de Jesus, mas é amigo de seu Senhor. O título de “amigo” é um dos mais belos que o Senhor pode nos dar.
Por último, Jesus enfatizará novamente o mandamento do amor (versículo 17), porém, também insistirá que é Ele quem escolhe seus discípulos. Na Palestina, era comum que os discípulos escolhessem a alguns dos qualificados mestres judeus para segui-los. No caso de Jesus, é Ele mesmo quem escolhe seus discípulos. É Deus quem chama e elege para que o sigam. Nesta última parte, se demonstra mais uma vez o que partilhamos no texto do domingo passado: Jesus envia seus discípulos para que dêem muitos frutos e para que peçam em seu Nome ao Pai, tudo o que necessitem.
Vendo o texto em sua totalidade é surpreendente o que se lê. Não se duvida do amor de Cristo por seus discípulos, porém é realmente incrível que o Senhor o compare com o amor que o Pai tem por Ele. Isto é surpreendente e tem que nos levar a refletir com serenidade e seriedade.
Curiosidade: A preposição que em nosso texto se traduz por “como”, no original grego tem esta perspectiva comparativa e também uma nuança de fundamentação. Podemos traduzi-la também por “porque”. Ou seja, Jesus não somente nos ama “como” é amado pelo Pai, mas também “porque” é amado pelo Pai. Deus Pai se transforma assim no fundamento do amor. A conseqüência prática para nossa vida será direta: nós devemos amar os irmãos “como” Cristo nos ama e “porque” Cristo nos ama. Outros textos bíblicos para confrontar: Jo 10,14-15; Rm 5,6-8 e Lc 10,25-28.
Perguntas sobre a leitura
· Quais são as primeiras palavras de Jesus no texto que hoje partilhamos?
· Quais são os termos da comparação que Jesus realiza? Anotá-las separadamente para que fiquem bem claras.
· Que relação há entre amor e obediência; entre obediência e amor?
· O que é que Jesus fala para que seus discípulos possam ser felizes como Ele é?
· Em que consiste o “mandamento do amor?”
· Como se demonstra de maneira concreta e palpável que alguém realmente está amando?
· Por que os discípulos de Jesus não são chamados “empregados” por seu Senhor?
· O que Jesus quer significar ao chamar seus discípulos de amigos? Por que os chama assim?
· Quem escolhe ser discípulo de Jesus: cada um dos homens ou o próprio Jesus?
· O que Jesus recomenda a seus discípulos-amigos?
· Como termina o relato? Qual é a última indicação?

2 - MEDITAÇÃO
O que me diz o texto? O que nos diz o texto?
Perguntas para a meditação
· O que significa para mim hoje, ouvir Jesus dizer que assim como o Pai o ama Ele também me ama?
· Obedeço à palavra do Senhor? O que Jesus me diz para minha salvação?
· Como me impacta a obediência absoluta de Jesus ao Pai?
· Escuto o que Jesus hoje me diz para que eu seja realmente feliz?
· Como estou vivendo o mandamento do amor?
· Dou a vida pelos demais?
· Entrego-me com seriedade à experiência do amor?
· Vivo um amor “afetivo” quanto à intensidade e “efetivo” quanto ao dar-me e entregar a minha vida?
· Deixo que Jesus me chame de seu amigo?
· Quero realmente aceitar seu convite? Quero ser seu amigo?
· Deixo que Jesus me conte tudo o que lhe ensinou seu Pai para caminhar na alegria e felicidade?
· Aceito que Jesus me escolha como seu discípulo? Me alegra seu convite?
· Quero ser ramo da videira que é o próprio Jesus para dar muitos frutos?

3 - ORAÇÃO
O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?
Para fazer a oração, propomos esta série de versos, aparentemente anônimos, que marcam com clareza como o amor deve estar presente em todas as qualidades e virtudes da vida para que estas tenham sua justa medida.
A inteligência sem amor, te deixa perverso.
A justiça sem amor, te deixa implacável.
A diplomacia sem amor, te deixa hipócrita.
O êxito sem amor, te deixa arrogante.
A riqueza sem amor, te deixa avarento.
A docilidade sem amor, te deixa servil
A castidade sem amor, te deixa orgulhoso.
A pobreza sem amor, te deixa miserável.
A verdade sem amor, te deixa indiferente
A autoridade sem amor, te deixa tirano.
O trabalho sem amor, te deixa escravo.
A simplicidade sem amor, te deixa medíocre.
A oração sem amor, te deixa um farsante.
A lei sem amor, te escraviza.
A amizade sem amor, te deixa interesseiro.
A fé sem amor, te deixa fanático.
A cruz sem amor, se converte em tortura.
A vida sem amor... não tem sentido.

4 - CONTEMPLAÇÃO
Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?
Para suscitar uma autêntica contemplação com este texto, pode ser útil repetir algumas das frases que mais se destacam:
· Como eu vos amei...
· Dar a vida por seus amigos...
· Eu vos chamo amigos...
· Fui eu que vos escolhi...

5 - AÇÃO
Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?
Proposta pessoal
· Crescer em obediência a Jesus no aspecto em que hoje me encontro mais debilitado e vulnerável.
Proposta comunitária
· Estabelecer um diálogo e um saudável confronto de idéias, em teu grupo, utilizando-se das frases que aparecem na oração deste exercício de Lectio Divina.

CELAM/CEBIPAL – SOCIEDADES BIBLICAS UNIDAS
Pe. Gabriel MESTRE

quinta-feira, 7 de maio de 2009

5º Domingo da Páscoa - Ano B - João 15, 1-8

LECTIO DIVINA

1 - LEITURA
O que diz o texto?
Neste fim de semana e no próximo, meditaremos a primeira grande parte do capítulo 15 do evangelho segundo São João. O texto apresenta os oito primeiros versículos do dito capítulo e pode ser dividido em três grandes partes:
1. A videira verdadeira (versículos 1-3);
2. Manter-se unido à videira (versículos 4-6);
3. Ampliação do tema central (versículos 7-8).
Explicaremos brevemente cada uma das partes:
No domingo passado, Jesus se apresentava como o “Bom Pastor”, hoje se apresenta como a “Videira Verdadeira”. A videira era uma árvore comum na Palestina, porém requeria muitos cuidados da parte do vinhateiro, dado as particulares condições climáticas daquela região. Todo agricultor se empenhava muito no cuidado de sua videira. Quando um ramo não dava uvas, não dava frutos, este devia ser cortado. Quando um ramo dava uvas, este devia ser cuidado (literalmente “purificado”) para que pudesse dar mais frutos. A isto, habitualmente denominamos poda. É consolador que Jesus diga a seus discípulos que eles já estão limpos pela palavra que receberam.
Na segunda parte do relato, coloca-se a ênfase em duas questões intimamente relacionadas: por um lado, a insistência em dar frutos, em dar uvas… por outro lado, a necessidade de manter-se unido a Jesus para poder dar frutos. O verbo que aqui se traduz como “manter-se unido”, podemos traduzir também por “permanecer”. É o verbo grego menein que significa “permanecer unido”, porém não de maneira estática e fixa como em nossa língua. É um permanecer unidos de maneira dinâmica, com idas e voltas.
Com uma relação de diálogo com o Senhor. Em cinco versículos, do 4 ao 7, aparece oito vezes este verbo. Assim como os ramos não podem fazer nada sem a planta, da mesma maneira os discípulos de Jesus não podem fazer nada se não estiverem unidos a Ele.
Na terceira parte do texto, aparece uma série de conseqüências lógicas: quem está unido a Jesus vai ter a experiência da oração eficaz: “receberão de meu Pai tudo o que pedirem”. Isto é fácil de dizer, porém muito difícil de viver. Por isso mãos à obra, para que sendo autênticos discípulos, possamos dar muitos frutos e desfrutemos de uma oração eficaz por parte do Pai, já que estamos intimamente unidos ao Senhor.
Curiosidade: Há diferenças terminológicas no hebraico e no grego da Bíblia para falar de videira, vinha e vinhedo; em linhas gerais podemos considerá-las mais ou menos a mesma coisa. De fato, é a imagem simbólica do antigo e novo povo de Israel segundo os textos do AT e do NT. Outros textos bíblicos para confrontar: Is 5; Jn 6,56-57; Ez 15,1-8 e Mt 5,16.

Perguntas sobre a leitura
· Com o que se identifica o relato de Jesus?
· Como a videira é qualificada?
· Qual é a função do Pai? O que faz com a videira?
· O que acontece com os ramos que não dão frutos?
· O que acontece com os ramos que dão frutos?
· Por que estão “limpos” os discípulos de Jesus?
· Em quais versículos aparece o verbo “manter-se unido”?
· Quem são os “sujeitos” deste verbo “manter-se unido” ou “permanecer”?
· O que acontece com o discípulo que não está unido a seu Senhor?
· O que acontece com o discípulo que está unido efetivamente a seu Senhor?
· Como se conclui o texto que acabamos de ler?

2 - MEDITAÇÃO
O que me diz o texto? O que nos diz o texto?
Perguntas para a meditação
· O que significa hoje, para mim, Jesus se definindo como a “videira verdadeira”?
· Associo a “videira verdadeira” à “luz verdadeira” ou ao “bom pastor” ou à “vida em abundância” que meditamos em outros textos do evangelho de São João?
· Sinto-me parte de Jesus (“videira verdadeira”)?
· Experimento que o Pai “cuida de mim” ao cuidar da videira a qual pertenço?
· Dou frutos em minha vida?
· Quais são os “bons frutos” de minha vida? Fazer uma lista detalhada dos últimos dois anos.
· Em quais circunstâncias de minha vida não estou dando frutos ou me custa dar frutos? Fazer também uma lista tendo presente os últimos dois anos.
· Deixo-me podar para assim dar melhores frutos? A poda é difícil, me dá medo, me dói…?
· Por que creio que me custa dar frutos em alguns aspectos de minha vida?
· Permaneço unido a Jesus? Em quais situações sim e em quais não?
· Sinto-me unido dinamicamente a Pessoa de Jesus que me busca para dialogar, para que eu seja seu discípulo?
· Sou autêntico discípulo? Obedeço ao que Jesus tem ensinado?
· Sinto que o Pai está orgulhoso de minha vida, de minhas lutas, de meus progressos, de meu amadurecimento e crescimento?

3 - ORAÇÃO
O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?

4 - CONTEMPLAÇÃO
Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?
Para a contemplação propomos a utilização da expressão: dar muitos frutos para ser autêntico discípulo de Jesus…
· Quero dar muitos frutos na escola para ser autêntico discípulo de Jesus…
· Quero dar muitos frutos em meu grupo de amigos para ser autêntico discípulo de Jesus…
· Quero dar muitos frutos em ……………………… para ser autêntico discípulo de Jesus…

5 - AÇÃO
Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?
Proposta
· Escolher três ações concretas que nos ajude a estar unidos a Jesus ao longo desta semana.
CELAM/CEBIPAL – SOCIEDADES BÍBLICAS UNIDAS
Pe. Gabriel MESTRE
Tradução: fr. Renã Barros, osm
http://www.lectionautas.com

sábado, 2 de maio de 2009

4o DOMINGO DE PÁSCOA

DEVIDO ÀS CHUVAS FORTES COM RAIOS, MEU COMPUTADOR PIFOU. E EU NÃO SEI QUANDO PODEREI CONSERTÁ-LO. DESCULPEM PELO INCONVENIENTE. AGRADEÇO A COMPREENSÃO.